quarta-feira, 27 de agosto de 2008

QUEM TERA MAIORES DIFICULDADES?

Enquanto que o ressalto no Euro não começa (no Ouro já começou), vou actualizar a minha lista de instituições financeiras que terão maiores dificuldades em superar esta crise.

Este tópico já tinha sido abordado em "QUEM VAI FALHAR?" mas surgiram-me entretanto novos dados e, por isso,
resolvi rever a minha lista porque, na altura, a ordem decrescente de probabilidade de falência foi mais ou menos empírica.

Hoje terei em linha de conta um importante dado financeiro: o "L
ong Term Debt to Equity". O "LT Debt to Equity" representa o nível de endividamento de longo prazo da empresa em causa relativamente ao seu capital próprio (Equity). E porquê este dado e não outro? Porque, quanto maior este valor, maior é o nível de endividamento de longo prazo da instituição. E, quanto maior for o nível de endividamento de longo prazo de uma instituição, maior terá de ser o esforço financeiro que esta terá de fazer anualmente. Ou seja, mais dificuldades terá em sobreviver num ambiente hostil como o actual. Este é claramente um dado financeiro fundamental para "separar o trigo do joio".

Vou agora dar 2 exemplos, um bom e um mau. Como bom exemplo, eis o Lloyds TSB com um "LT Debt to Equity" de 136.09 (ver aqui na Reuters). Como mau exemplo, como não poderia deixar de ser, temos a Freddie Mac com um "LT Debt to Equity" de 3,935.04. Como se pode constatar, o nível de endividamento de longo prazo da Freddie Mac é quase 30 vezes superior ao do Lloyds TSB relativamente aos seus respectivos capitais próprios.

Posto isso, a minha lista ordenada por ordem decrescente de instituições financeiras que terão maiores dificuldades em sobreviver a esta crise passa a ser:

Merrill Lynch & Co Inc (LTDE=793)
UBS (LTDE=748)
Morgan Stanley (LTDE=611)
Lehman Brothers (LTDE=488)
Goldman Sachs Group Inc (LTDE=464)
Deutsche Bank (LTDE=405)
Citigroup Inc (LTDE=306)
Wachovia Corp (LTDE=245)
American International Group Inc (AIG) (LTDE=210)


Finalmente, eis a piada do dia (de Jurgen Stark, economista-chefe do BCE):

"uma fase de enfraquecimento e uma convalescença progressiva são o cenário mais provável [para a economia alemã]."

Este senhor, das duas uma, ou está em completa negação ou desconhece por completo a existência dos ciclos económicos.

Uma semana de ouro ;-)

Dax Speculator