sexta-feira, 17 de Outubro de 2014

Não abasteçam esta semana

Existe alguma incompreensão acerca dos preços dos combustíveis em Portugal.

Em primeiro lugar considero normal haver algum atraso nas alterações de preços no retalho quando os preços nos mercados internacionais mudam.

Em segundo lugar, isto ainda é uma economia de mercado e cada um é livre de praticar os preços que bem intender.

Por último, cada um é livre de comprar quando entender pelo que quem quiser comprar combustível a preços que já reflitam as quedas das últimas semanas que aguarde pela próxima semana para atestar o depósito:

Ver também:

Preço da gasolina vai descer 6 cêntimos na maior queda desde 2012 
Preço dos combustíveis não acompanha descida do petróleo

Votos de um bom fim-de-semana,

DS

quinta-feira, 9 de Outubro de 2014

"O pouco basta...

...e o muito se gasta", já dizia o ditado mas, previsivelmente, os Portugueses pouco ou nada aprenderam com a crise e continuam a tentar gastar mais do que ganham, provavelmente em carros novos e outros artigos que conferem "estatuto social".

No Boletim Económico de Outubro publicado na passada 4ª feira, o Banco de Portugal prevê uma subida anual de 3,7% nas exportações e de 6,4% nas importações. Caso estas previsões estejam correctas, resultará num contributo negativo da procura externa líquida (exportações menos importações) de um ponto percentual negativo.

Digo que os Portugueses tentam gastar mais do que ganham porque não podem pois isso implica o recurso á dívida o que, como ficou provado em 2011, não é sustentável a longo prazo.

Ver também:

terça-feira, 7 de Outubro de 2014

Fundamentais ignorados

Para quem ainda tinha dúvidas, ontem ficou provado que o mercado está eufórico e que tem pouca percepção dos fundamentais da maioria das empresas cotadas.

Por isso ontem o mercado foi surpreendido com o pedido de falência da GT Advanced Technologies Inc (GTAT), fornecedora dos vidros de safira dos iPhone4 e iPhone5 mas, aparentemente não do iPhone6 (aquele que dobra).

Para se ter uma pequena noção da barbaridade a que a sua cotação chegou, apesar de ter uma dívida de longo prazo de 136% o seu capital próprio, o mercado avaliava a GTAT em 25 vezes os seus activos tangentes (*).

Eis o gráfico da GTAT (cortesia do FT.com):


(*) O valor dos activos tangentes é um indicador difícil de manipular pelo que procuro tê-lo sempre em conta na hora de avaliar uma empresa.

​DS

segunda-feira, 6 de Outubro de 2014

Boa sorte Portugal

Segundo o site Dinheiro Vivo, Portugal "só" precisará de pedir emprestado mais 15 mil milhões de euros para satisfazer necessidades básicas tais como (valores arredondados ao milhão):

1. 8 mil milhões para "amortizar" dívida que vence;
2. 4 mil milhões para o défice;
3. 3 mil milhões para outras entidades públicas, ou seja, "empresas" públicas e regiões "autónomas".

E isto tudo se as previsões económicas do governo - que se traduzem num crescimento do PIB de 1.5% - estiverem próximas da realidade, o que não tem acontecido nos picos da actividade económica como me parece ser o caso actualmente.


Boa sorte Portugal,

DS

sexta-feira, 3 de Outubro de 2014

Apesar da semana ainda não ter acabado...

...nos EUA, o Nasdaq 100 aparenta querer formar uma vela do tipo "High Wave" que, a confirmar-se, promete muita volatilidade para as próximas semanas. Eis o gráfico (cortesia do StockCharts.com):

quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Licenças de construção

As licenças de construção nos EUA relativamente ao passado mês de Agosto, divulgadas hoje às 08h30 locais, desceram 5.6%. No entanto, as licenças de construção divulagadas ao público são anualizadas e ajustadas à sazonalidade.

Chamem-me desconfiado se quiserem mas eu prefiro olhar para os números reais, ou seje, prefiro as licenças de construção MENSAIS e NÃO ajustadas à sazonalidade, que são bem mais voláteis mas são REAIS:



Pois bem, estas licenças cairam 11% relativamente ao mês de Julho. Mas mais importante ainda, à semelhança do duplo fundo de 2009-2011, parecem querer formar agora um duplo topo...

Ver também:

New Privately-Owned Housing Units Authorized by Building Permits: Total
A recuperação do sector da construção em perspectiva

Votos de um bom fim-de-semana,

DS

quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

Sam Zell na CNBC

Sam Zell cedeu ontem uma entrevista à CNBC, na qual fala do mercado accionista, da economia e das empresas em geral. Eis algums destaques traduzidos da entrevista:

"...o mercado accionista está em máximos absolutos, mas a atividade económica não está em máximos absolutos."

"...as pessoas não têm outro lugar para colocar seu dinheiro, e o mercado de acções está ficando com mais do que sua parte. É muito provável que algo tem que ceder aqui."

"...quase todas as empresas que decepcionaram, fizeram-no do lado da receita, o que é um reflexo de que há um problema de procura que continua a prevalecer. E quando existe um problema de procura, é difícil imaginar o mercado de accionsta em máximos absolutos."

"...sim, mas a história diz que há mais pessoas das classe baixa do que da classe alta e, se essa tendência continuar, é bastante óbvio o que vai acontecer."

"...eu não me lembro de nenhuma vez na minha carreira onde houvesse um maior número de incertezas com potencial significativo de alterar o pensamento das pessoas. Se houver uma mudança na confiança ou algum evento internacional que mude a dinâmica, as pessoas poderiam de facto ter uma posição diferente em relação ao mercado." 

Agora a entrevista completa (que dura pouco mais de 2 minutos):



Ver também:

Sam Zell