quinta-feira, 18 de Setembro de 2014

Licenças de construção

As licenças de construção nos EUA relativamente ao passado mês de Agosto, divulgadas hoje às 08h30 locais, desceram 5.6%. No entanto, as licenças de construção divulagadas ao público são anualizadas e ajustadas à sazonalidade.

Chamem-me desconfiado se quiserem mas eu prefiro olhar para os números reais, ou seje, prefiro as licenças de construção MENSAIS e NÃO ajustadas à sazonalidade, que são bem mais voláteis mas são REAIS:



Pois bem, estas licenças cairam 11% relativamente ao mês de Julho. Mas mais importante ainda, à semelhança do duplo fundo de 2009-2011, parecem querer formar agora um duplo topo...

Ver também:

New Privately-Owned Housing Units Authorized by Building Permits: Total
A recuperação do sector da construção em perspectiva

Votos de um bom fim-de-semana,

DS

quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

Sam Zell na CNBC

Sam Zell cedeu ontem uma entrevista à CNBC, na qual fala do mercado accionista, da economia e das empresas em geral. Eis algums destaques traduzidos da entrevista:

"...o mercado accionista está em máximos absolutos, mas a atividade económica não está em máximos absolutos."

"...as pessoas não têm outro lugar para colocar seu dinheiro, e o mercado de acções está ficando com mais do que sua parte. É muito provável que algo tem que ceder aqui."

"...quase todas as empresas que decepcionaram, fizeram-no do lado da receita, o que é um reflexo de que há um problema de procura que continua a prevalecer. E quando existe um problema de procura, é difícil imaginar o mercado de accionsta em máximos absolutos."

"...sim, mas a história diz que há mais pessoas das classe baixa do que da classe alta e, se essa tendência continuar, é bastante óbvio o que vai acontecer."

"...eu não me lembro de nenhuma vez na minha carreira onde houvesse um maior número de incertezas com potencial significativo de alterar o pensamento das pessoas. Se houver uma mudança na confiança ou algum evento internacional que mude a dinâmica, as pessoas poderiam de facto ter uma posição diferente em relação ao mercado." 

Agora a entrevista completa (que dura pouco mais de 2 minutos):



Ver também:

Sam Zell

sexta-feira, 22 de Agosto de 2014

Análise técnica da Portugal Telecom

Visto que a minha última análise técnica à Portugal Telecom (PTC) data de 2011, parece-me oportuno rever o gráfico desta outrora timoneira do PSI20:

Infelizmente não há muito de positivo a dizer. A tendência é de queda desde 2010 e não aparenta querer parar pois a LT descendente, visível no gráfico acima, tem impedido a sua cotação de subir.

A nível fundamental, esta empresa sofre do mesmo problema da maioria das empresas do PSI20 e do país em geral: excesso de dívida, principalmente a de longo prazo...

Ver também:

Análise técnica da Portugal Telecom

quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

Quase perfeita...


...não fosse o BES!

Falta fazer cumprir

Não basta publicar leis, é preciso fazer cumprir. Mas em Portugal isso não acontece: existe uma parafernália de leis, decretos-leis e despachos e mais não sei o quê mas não se faz cumprir quase nada.

O exemplo dos carros poluentes que andam para aí a deitar fumo azul vem-me agora à cabeça. Das duas uma: ou estes não foram à inspecção ou "compraram-na"... De qualquer maneira, não adianta haver inspecções obrigatórias se não se faz cumprir quem não cumpre a não ser que o objectivo nunca fosse a segurança, a prevenção ou o ambiente mas sim as negociatas dos 30 e tal euros anuais que quem cumpre tem de pagar aos centros de Inspecção Periódica Obrigatória.

Na regulação Portuguesa passa-se o mesmo. O Banco de Portugal (BdP) já tinha proibido o Banco Espírito Santo, S.A. (BES) de aumentar a sua exposição a outras entidades do Grupo Espírito Santo mas, a julgar pelo comunicado do BdP sobre a aplicação de medida de resolução ao BES, isso caiu em "ouvidos de mercador" e lá se foram mais 1.5 mil milhões de euros pela janela fora e que os contribuintes terão de pagar:

"...
No dia 30 de julho, o Banco Espírito Santo, S.A. anunciou prejuízos que ultrapassaram largamente os valores previsíveis à luz da informação até então disponibilizada pelo Banco Espírito Santo, S.A. e pelo seu auditor externo.

Os resultados divulgados em 30 de julho refletem a prática de atos de gestão gravemente prejudiciais aos interesses do Banco Espírito Santo, S.A. e a violação de determinações do Banco de Portugal que proibiam o aumento da exposição a outras entidades do Grupo Espírito Santo. Estes factos tiveram lugar durante o mandato da anterior administração do Banco Espírito Santo, S.A.. Atos praticados num momento em que a substituição da anterior administração estava já anunciada traduziram-se num prejuízo adicional na ordem de 1,5 mil milhões de euros face ao expectável na sequência da comunicação do Banco Espírito Santo, S.A. ao mercado datada de 10 de julho.
...
"

segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Solução BES

A principal diferença entre a solução encontrada para o Banco Espírito Santo (BES) e a do Banco Português de Negócios (BPN) na altura é que este fim-de-semana não se nacionalizou nada.

No caso do BPN funcionou o socialismo para os ricos accionistas e investidores e o capitalismo para os pobres contribuintes que tiveram de pagar, para já, uma factura superior a 3.5 mil milhões de euros.

Neste plano para o BES, apenas se salvaguarda a actividade de retalho do BES e das suas filiais em Portugal e no estrangeiro, protegendo assim os bons activos (depósitos, crédito em dia, etc), separando-os à cabeça dos chamados activos tóxicos. O custo inicial é superior ao do caso BPN pois atinge os 4.9 mil milhões de euros mas estes serão muito mais fáceis de recuperar pois é naturalmente mais rentável vender uma instituição bancária sem o "lixo tóxico" que o BPN detinha na altura da sua "venda" (que ainda teve um custo associado).

DS

quinta-feira, 24 de Julho de 2014

O estado da justiça

Mais uma vez a justiça Portuguesa só interrogou como arguido o EX-banqueiro Ricardo Salgado.

Foi assim também com o EX-presidente do Benfica, com o EX-presidente da câmara de Oeiras, etc...

Caros, é assim que está a justiça Portuguesa "trabalha": ou não quer ou não consegue fazer melhor...

DS