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quinta-feira, 29 de outubro de 2009

DUPLO TOPO NO UBS

Da última vez que falei no UBS (ver "MAIS BAILOUTS") foi a propósito do "bailout" do Wachovia e do Fortis. Nessa altura publiquei uma lista actualizada dos bancos que teriam maiores dificuldades em ultrapassar esta crise sem ajuda governamental. Pois bem, aproveito para actualizar novamente esta lista e fazer um resumo dos desenvolvimentos, até à data, em cada instituição:


- UBS (LTDE=833) -> Bailout (estado Suiço entra no capital)
- ING (LTDE=817) -> Bailout (estados Holandês entra no capital)
- Merrill Lynch (LTDE=793) -> Bailout (comprada pelo Bank Of America)
- Morgan Stanley (LTDE=611) -> Retorno à banca comercial
- Lehman Brothers (LTDE=488) -> Falido (o Bear Sterns também constava da minha lista original)
- Goldman Sachs (LTDE=464) -> Retorno à banca comercial
- Credit Suisse AG (LTDE=435) -> Para já tem conseguido sobreviver bem à crise

- Deutsche Bank (LTDE=393) -> Para já tem conseguido sobreviver bem à crise
- Fortis NV (LTDE=52) -> Bailout Bailout (estados Françês, Holandês e Belga entram no capital)
- Citigroup Inc (LTDE=269) -> Bailout (estado Americano entra no capital)
- Wachovia Corp (LTDE=245) -> Bailout (comprado pelo Wells Fargo)
- AIG Inc (LTDE=213) -> Bailout
(estado Americano entra em mais de 90% do capital)
- Allianz SE (LTDE=62)  -> Para já tem conseguido sobreviver bem à crise
- American Express (LTDE=1) -> Para já tem conseguido sobreviver bem à crise

Vamos agora ao UBS. Reparei ontem que estamos provavelmente perante um duplo topo entre os 19.18 e 16.9 USD (estou a analizar o ADR cotado na NYSE). Se o padrão for activado com uma quebra em baixa dos 16.9 USD, o objectivo serão os 14.62USD. Eis o gráfico (cortesia do StockCharts):



Cumprimentos,

Dax Speculator

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

MAIS BAILOUTS

Eis mais 2 instituições financeiras de grande porte - o Wachovia e o Fortis - a serem bailed out.

O Wachovia foi salvo por outra da mesma espécie mas de maior porte: o Citigroup. Digo da mesma espécie porque, tal como o Wachovia, o Citi também não é gerido para criar valor accionista. Curiosamente, o Wachovia estava logo abaixo do Citi na minha lista (ver "QUEM TERA MAIORES DIFICULDADES?"), com uma LTDE (Long Term Debt to Equity) de 245.

Acerca do Fortis, confesso que fiquei surpreendido. Não estava à espera. No entanto, analisando melhor as coisas o Fortis tinha um LTDE de 384!

Assim e depois de ter reunido novos dados, principalmente de instituições financeiras Europeias (até agora tinha-me focado mais nas Americanas), eis a lista actualizada com o que eventualmente aconteceu a cada instituição e com a inclusão de mais instituições, com destaque para o ING que sobe para n.º 1 da lista:


- ING (LTDE=833)
- Merrill Lynch (LTDE=793) -> Bailout
- UBS (LTDE=748)
- Allianz SE (LTDE=714)
- Morgan Stanley (LTDE=611) -> Retorno à banca comercial
- Lehman Brothers (LTDE=488) -> Falido
- American Express (LTDE=482)
- Goldman Sachs (LTDE=464) -> Retorno à banca comercial
- Credit Suisse AG (LTDE=415)
- Deutsche Bank (LTDE=405)
- Fortis NV (LTDE=384) -> Bailout
- Citigroup Inc (LTDE=306)
- Wachovia Corp (LTDE=245) -> Bailout
- AIG Inc (LTDE=210) -> Bailout



Uma boa semana a todos e, de preferência, sem mais bailouts,

Dax Speculator

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

CRONICAS DE UM BEAR MARKET

Tem se falado muito na imprensa financeira que estes últimos bailouts (limpezas) por parte da FED assinalam o fim da crise e, consequentemente, deste bear market.

A FED - que até já aceita equity (capital próprio) como colateral - "emprestou" por 2 anos 85 mil milhões de dólares ao AIG em troca de 80% do seu capital, não fossem as coisas dar para o torto. Entretanto, o regulador Americano procura um comprador para o Washington Mutual Inc que também anda com o seu balanço pelas ruas da amargura...

Quem pensa que a crise acabará quando acabarem as limpezas, esquece-se de várias condicionantes que irão continuar a alimentar a actual crise e o bear market no qual esta se insere. São estas condicionantes as seguintes:

  • Retirada da oferta de crédito por parte dos bancos falidos e dos que têm balanços em falência técnica e estão, por isso, em panic mode;
  • Os outros bancos - os que têm balanços mais confortáveis - ainda estão a emprestar mas apertaram muito as condições de acesso aos créditos;
  • Os 2 pontos anteriores traduzem-se numa drástica diminuição de oferta de liquidez e será um forte travão ao crescimento nos próximos trimestres por via da diminuição do consumo e do investimento privados;
  • Com um crescimento limitado ou até negativo, os resultados das empresas continuarão sob forte pressão e serão obrigadas a vender activos não estratégicos para melhorarem o balanço e/ou os seus resultados;
  • Essa espiral de decepções nos resultados das cotadas e vendas de activos não estratégicos por parte destas irá continuar a alimentar este bear market.
Digo continuar a alimentar, porque o bear market começou em 2000, 1999 ou mesmo 1998 (Coca-Cola) para os(as) líderes nos seus sectores. Estas empresas são, entre outras, a Cisco, a General Electric, a Coca-Cola, a Pfizer e o JP Morgan. Serão os sobreviventes deste grupo de empresas líderes os primeiros a declarar o fim do bear market.

Desde o final da década de 90 (1998 a 2000) até hoje estas empresa nunca sairam do bear market como se pode ver pelos seus gráficos (cortesia da BigCharts), não deflacionados, desde 1982 (excepto a Cisco que é desde 1991) até aos dias de hoje:








No curto e médio prazo, acredito num ressalto negociável para os próximos meses se não ocorrer mais nenhuma desgraça até ao fim do ano...

Uma bom resto de semana,

Dax Speculator

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

LEHMAN, MERRIL E AIG

Dados os acontecimentos do final da semana passada, o fim deste bear market fica cada vez mais distante.

A Lehman Brothers (LEH), com uma dívida de 613 mil milhões de dólares, declarou falência; a Merril Lynch (MER) foi comprada pelo Bank of America por 50 mil milhões de dólares; o American International Group (AIG) pediu 40 mil milhões de dólares à FED na forma de empréstimos de curto prazo, ou para bom entendedor, pediu para ser bailed out.

Destas 3 corporações - que estavam listadas na minha última mensagem sobre esta crise financeira (ver "QUEM TERA MAIORES DIFICULDADES?") - a Merril Lynch estava em 1º lugar da lista, a Lehman Brothers estava em 4º lugar e o AIG em 9º.

Seguem os respectivos gráficos semanais destas 3 empresas para se ter uma ideia da gravidade da situação financeira destas ou, pelo menos, da interpretação que o mercado faz sobre essa situação financeira:






Penso que não há muito mais a dizer... É cada vez mais certo de que não estamos a viver uma crise como a Crise financeira asiática (1997/1998) ou como a Savings and Loan crisis da década de 80 mas sim, como disse George Soros, a mais grave crise dos últimos 30 anos ou, pior ainda, a prior crise desde 1929 ("PIOR CRISE DESDE 1929?").

Uma boa semana,

Dax Speculator

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

QUEM TERA MAIORES DIFICULDADES?

Enquanto que o ressalto no Euro não começa (no Ouro já começou), vou actualizar a minha lista de instituições financeiras que terão maiores dificuldades em superar esta crise.

Este tópico já tinha sido abordado em "QUEM VAI FALHAR?" mas surgiram-me entretanto novos dados e, por isso,
resolvi rever a minha lista porque, na altura, a ordem decrescente de probabilidade de falência foi mais ou menos empírica.

Hoje terei em linha de conta um importante dado financeiro: o "L
ong Term Debt to Equity". O "LT Debt to Equity" representa o nível de endividamento de longo prazo da empresa em causa relativamente ao seu capital próprio (Equity). E porquê este dado e não outro? Porque, quanto maior este valor, maior é o nível de endividamento de longo prazo da instituição. E, quanto maior for o nível de endividamento de longo prazo de uma instituição, maior terá de ser o esforço financeiro que esta terá de fazer anualmente. Ou seja, mais dificuldades terá em sobreviver num ambiente hostil como o actual. Este é claramente um dado financeiro fundamental para "separar o trigo do joio".

Vou agora dar 2 exemplos, um bom e um mau. Como bom exemplo, eis o Lloyds TSB com um "LT Debt to Equity" de 136.09 (ver aqui na Reuters). Como mau exemplo, como não poderia deixar de ser, temos a Freddie Mac com um "LT Debt to Equity" de 3,935.04. Como se pode constatar, o nível de endividamento de longo prazo da Freddie Mac é quase 30 vezes superior ao do Lloyds TSB relativamente aos seus respectivos capitais próprios.

Posto isso, a minha lista ordenada por ordem decrescente de instituições financeiras que terão maiores dificuldades em sobreviver a esta crise passa a ser:

Merrill Lynch & Co Inc (LTDE=793)
UBS (LTDE=748)
Morgan Stanley (LTDE=611)
Lehman Brothers (LTDE=488)
Goldman Sachs Group Inc (LTDE=464)
Deutsche Bank (LTDE=405)
Citigroup Inc (LTDE=306)
Wachovia Corp (LTDE=245)
American International Group Inc (AIG) (LTDE=210)


Finalmente, eis a piada do dia (de Jurgen Stark, economista-chefe do BCE):

"uma fase de enfraquecimento e uma convalescença progressiva são o cenário mais provável [para a economia alemã]."

Este senhor, das duas uma, ou está em completa negação ou desconhece por completo a existência dos ciclos económicos.

Uma semana de ouro ;-)

Dax Speculator