sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

COMPLACIÊNCIA

Estava a ler umas notícias passadas sobre o Deutsche Bank e no fim pensei cá para mim: ao nível a que a complaciência chegou!


Vejamos a notícia:

"Lucro do Deutsche Bank cresceu 31% no terceiro trimestre

O maior banco alemão anunciou hoje que no terceiro trimestre deste ano o seu resultado líquido atingiu os 1,6 mil milhões de euros, mais 31% do que um ano antes.

Cristina Barreto

Em comunicado, o Deutsche Bank explica que este resultado reflecte o impacto positivo de benefícios fiscais proporcionado por items extraordinários. Pelo que o lucro antes de impostos baixou 19% para os 1,4 mil milhões de euros, face a igual período do ano passado.
"

Humm, receitas fiscais. Deve ser aquilo a que chamam em Inglês, "deferred taxes"...

"As receitas da instituição alemã totalizaram os 5,1 mil milhões de euros no trimestre em análise, o que representa uma redução de 20% relativamente ao exercício de 2006.

O Deutsche Bank informou também, em linha com as expectativas avançadas inicialmente, perdas de 2,16 mil milhões de euros relacionadas com a crise no mercado de crédito de alto risco nos Estados Unidos ('subprime').

O presidente do Conselho de Administração do banco alemão, Dr. Josef Ackermann, refere no comunicado que "o terceiro trimestre de 2007 foi um período de excepcional turbulência nos mercados financeiros. Na banca de investimento, a nossa performance foi significativamente afectada por este cenário, mas no entanto, o comportamento estável dos nossos negócios foi bom e repetimos os ganhos de alguns dos nossos investimentos recentes".

Como tal, estou satisfeito a anunciar que, apesar de tudo, os nossos negócios atingiram um resultado satisfatório neste trimestre", acrescenta no documento.
"

Mas era aqui que eu queria chegar.

LOL, excepcional turbulência? Uma dica para o Sr. Ackermann:

Ó Ackermann, em termos de turbulência ainda não viste nada homem! Olha que a procissão ainda vai no adro...