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quinta-feira, 3 de abril de 2014

Incrível!

Admiram-se porque este país não vai a lado nenhum?

Eis a resposta:




Nem um pingo de profissionalismo. Mas, com a excepção do Rui Reinhinho, não me surpreendeu.

Já agora, para quem não reparou, este é o concorrente cujo vídeo tem mais visualizações do programa (quase meio milhão)...

DS

domingo, 5 de maio de 2013

Uma república das bananas

Se alguém tinha dúvidas que Portugal é uma república das bananas, estas foram totalmente esclarecidas pela RTP.

A televisão que supostamente deveria prestar um serviço público decide convidar o responsável pela actual situação do país para comentar a actuação daqueles que tentam resolver essa situação e assim evitar a bancarrota em Portugal?

Mas não foi só a RTP a esclarecer essas dúvidas pois enquanto a RTP "fornece" o serviço, há milhares a consumido-lo. Pelo menos a RTP ganha alguma coisa com isso...

Atentamente,

DS

quinta-feira, 28 de março de 2013

Embustes?

Apenas quero deixar alguns comentários à entrevista do ex primeiro-ministro na RTP que, aparentemente mas não surpreendemente, terá tido muita audiência. 

Pessoalmente, apenas tive pachorra para ver uns 2 ou 3 minutos. Mas, depois de ler o resumo do Expresso, eis os meus comentários e sobretudo alguns factos:

Sobre a crise política:
O fim do governo de Sócrates começou no parlamento com o chumbo do PEC IV e, por isso, o Presidente da República não esteve na origem da actual solução política nem é o seu patrono. Ponto.

Sobre os problemas do país:
Há que reconhecer que na arte de arranjar bodes espiatórios para as suas borradas, Sócrates sempre foi um mestre! Certamente que a crise internacional não facilitou a vida ao governo do PS mas um líder e sobretudo um homem de estado nunca usaria esse desculpa para justificar o total falhanço que foi a sua governação. Ponto.

Sobre a ideia de que foi a sua governação que levou ao pedido de ajuda externa:
Então foi a governação de quem? A do Passos Coelho ou do Paulo Portas?? A minha ou da do meu vizinho do lado???

Sobre a ideia de que o actual Governo se limitou a aplicar o memorando que tinha sido negociado pelo Governo anterior:
É claro que não. O actual governo tem toda a legitimidade de ajusta o programa de acordo com as suas ideologias, boas ou más. E responderá por isso a seu tempo. Ponto.

Ver também:


DS

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Portugal, a 2ª Grécia?

A respeitada revista "Der Spiegel" publicou no dia 21 de Fevereiro, na sua edição online, um artigo intitulado "Portugal Needs More Money To Stay Afloat", onde é discutida a probabilidade de Portugal precisar de mais dinheiro para não "afundar"...

De facto, Portugal poderá precisar de mais 30 a 40 mil milhões de euros pois, aquando do 1º resgate, não foram contabilizados os buracos financeiros nas empresas estatais (Refer, Metropolitano de Lisboa, CP, Metropolitano do Porto, TAP, RTP, Carris, STCP...), cujas dívidas ascendiam no final de 2011 a (SEGUREM-SE) 46 mil milhões de euros (fonte: Banco de Portugal)!!! Isto é, um pequeno desvio nas contas dos "especialistas" da troika de apenas 37%... ;-)

Mas o que me leva a escrever esta mensagem não é se Portugal vai pedir mais dinheiro ou não (provavelmente vai) mas sim o gráfico intitulado "The Second Greece?" com uma comparação de dados económicos dos 2 países que, no referido artigo, aparece à esquerda.

Do lado Português, o artigo começa logo por se enganar no salário mínimo que é de 485.00€ e não de 565.83€ (onde foram buscar esse número?). Assim, fazendo as contas de uma forma simples e comparando aquelas 7 variáveis económicas dos 2 países, Portugal está em média 50% ( (78+49+38+50+45+41+47) / 7 ~= 50) melhor do que a Grécia. Claro que isso pode não ser uma grande vantagem pois a Grécia será provavelmente a maior falência de um país soberano de sempre (*).  Eis o gráfico editado com as médias:



Correcção: o salário mínimo nacional, contabilizado em 12 meses, é mesmo de 565.83€.

Ver também:


Portugal Needs More Money To Stay Afloat
Boletim Estatístico do Banco de Portugal

(*) - A maior falência pertence, para já, à Argentina com 82 bilhões de dólares em Novembro de 2001. Depois vinha a Rússia com uma falência de 73 bilhões de dólares em Novembro de 1998...

terça-feira, 21 de junho de 2011

Paulo Morais: AR é centro da corrupção em Portugal

Paulo Morais, vice-presidente da organização Transparência Internacional, disse aquilo que muitos suspeitam mas ninguém ousa dizer: a AR é o centro da corrupção em Portugal!

Morais justifica-se dizendo que há muitos deputados que são, simultaneamente, administradores de empresas que fazem negócio em Portugal. Claro que isso é um enorme conflito de interesses pois quando é preciso decidir entre defender os interesses do estado ou os das empresas, são quase sempre os interesses das empresas que prevalecem. Alias, só assim se consegue compreender a renegociação dos contratos da SCUT's, que irão custar 58 vezes mais ao estado e que terão sido dos últimos "negócios" ruinosos do anterior executivo!

Eis o vídeo:





Cumprimentos,

DS

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Acordo político alcançado

Como já tive oportunidade de referir, não costumo contribuir para o debate político aqui no blog mas, em ocasiões em que a política for determinante para a evolução da economia nacional, fá-lo-ei. Hoje é uma destas ocasiões.

De seguida irei transcrever as partes mais objectivas do acordo político recentemente alcançado entre o PSD e o CDS/PP para a próxima legislatura. O Governo de coligação terá como preocupação fundamental da sua actuação ao longo da legislatura a realização dos seguintes objectivos:

a. Gerir e resolver a grave situação financeira, assumindo os custos e as condicionantes inerentes. Para o efeito, o Governo compromete-se com a execução de um Plano de Estabilização Financeira e de um Plano de Emergência Social que proteja os mais vulneráveis, bem como com o cumprimento dos termos do Memorando de Políticas Económicas e Financeiras acordado entre o Governo Português, a União Europeia e o Fundo Monetário Internacional. Queremos reconstruir a confiança da comunidade internacional em Portugal e acautelar o prestígio do nosso país no processo de construção europeia e no quadro da Lusofonia;

b. Criar condições para acelerar a retoma do crescimento económico e a geração de emprego, com vista à melhoria das condições de vida dos cidadãos, apostando na valorização do trabalho e repondo a mobilidade social, especialmente para os mais jovens. O Governo promoverá o aumento da produtividade e da competitividade como via para o crescimento económico sustentado e para a criação de emprego, tornando-se um factor de segurança para os Portugueses.

c. Garantir o Estado Social através da criação de condições para a sua sustentabilidade económica, financeira e inter-geracional, evitando a exclusão social, assegurando uma mais justa repartição dos sacrifícios, mediante uma ética social na austeridade que proteja em particular os grupos mais frágeis da sociedade, nomeadamente os pensionistas com pensões mais degradadas.

d. Iniciar as transformações estruturais necessárias para um crescimento sustentável a todos os níveis: travar e reduzir o endividamento do Estado e diminuir a sua despesa, nomeadamente através da redução de estruturas e dirigentes em todos os níveis do Estado e do seu sector empresarial; assegurar o reforço da independência e da autoridade do Estado, garantindo a não partidarização das estruturas e empresas da Administração e assegurando uma cultura de mérito, excelência e rigor em todas, com enfoque na qualidade dos serviços prestados ao cidadão.

e. Abrir um novo horizonte de futuro à juventude, preparando-a para a empregabilidade e a competitividade na nova sociedade do conhecimento, actuando sobre a qualidade e a exigência do sistema de ensino com promoção do mérito, do esforço e da avaliação; e desenvolvendo a ciência, a tecnologia, a inovação, o ensino técnico-profissional e a formação contínua no mundo empresarial.

f. Aumentar a poupança, reduzir o endividamento externo, exportar mais e melhor e depender menos das importações, através de políticas adequadas de ajustamento macroeconómico e reforçando a inovação, o empreendedorismo, a acção externa coerente e uma nova política energética. Acreditamos no papel insubstituível da iniciativa privada, pelo que daremos atenção especial às PME e adoptaremos políticas que contribuam para o aumento da sua produtividade e competitividade. O Governo valorizará os novos sectores estratégicos, designadamente os que têm maior impacto nos bens transaccionáveis, dando a devida prioridade à agricultura e florestas, à economia do mar e das pescas, ao turismo e à cultura, promovendo uma política de proteção ambiental e um desenvolvimento sustentado do território, sem descurar todos os restantes sectores que contribuam para o aumento da capacidade exportadora, que será crítica no curto e médio prazo para a criação de postos de trabalho e para o aumento do rendimento.

g. Remover bloqueios e constrangimentos à recuperação económica, com especial destaque para as seguintes reformas: da concorrência e dos respectivos reguladores; do mercado de trabalho, viabilizando a empregabilidade e a contratação; do mercado de arrendamento, promovendo a mobilidade, a reabilitação urbana e a diminuição do endividamento das famílias; do sistema fiscal, valorizando nomeadamente o trabalho, a família e a poupança; da Segurança Social, garantindo a sua sustentabilidade, a solidariedade inter-geracional e a progressiva liberdade de escolha, nomeadamente dos mais jovens.

h. Reformar a justiça, tendo em vista a obtenção de decisões mais rápidas e com qualidade, tornandoa num estímulo ao desenvolvimento económico e ao investimento. Será prioridade do próximo Governo a recuperação da credibilidade, eficácia e responsabilização do sistema judicial e o combate à corrupção.

i. Promover o desenvolvimento humano e social, qualificando os portugueses para a era da globalização onde o conhecimento terá uma importância acrescida. O Governo defenderá a humanização da prestação de cuidados de saúde e a sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde. O Governo reconhece a importância da economia social e pugnará pela máxima utilização da capacidade instalada, nomeadamente nos sectores da educação, saúde e solidariedade.

j. Garantir a condição primeira do exercício da liberdade, que é a segurança dos cidadãos, nomeadamente através do reforço da motivação das forças de segurança e da sua eficácia operacional.

Em termos gerais eu não diria melhor. No que diz respeito ao ponto c., penso que deveriam ter dito "restituir" em vez de "garantir", uma vez que o anterior governo foi o maior destruidor do estado social desde o 25 de Abril. Gostei do ponto d. mas gostaria que tivessem ido mais longe, tais como "nomeadamente através da redução DA PARTICIPAÇÃO DO ESTADO NA ECONOMIA, ACTUANDO APENAS EM SECTORES ESTRATÉGICOS". Ou seja, reestruturar as RTP's, TAP's, CP's... e depois vendê-las aos privados!

Concluindo, vem aí o tudo ou nada para o país com o qual um dia D. Afonso Henriques sonhou. Atingir a maior parte destes objectivos é a única forma de evitar que esse sonho se transforme num pesadelo...!

Boa sorte Portugal,

DS

quarta-feira, 30 de março de 2011

Querida Irlanda, daqui fala Portugal...

Muito obrigado pela vossa carta e respectivos conselhos. De facto não nos conhecemos muito bem e temos até algumas diferenças culturais. Vocês vivem quase sempre no meio do nevoeiro, nós temos bastante sol; vocês falam como se tivessem algo muito quente na boca, nós falamos muito da vida alheia; vocês bebem whisky, nós preferimos o vinho...

Mas para além dessas diferenças culturais também temos um diferente tipo de crise: vocês compraram casas como se não houvesse amanhã, nós não; antes da crise, a vossa economia funcionava bastante bem, a nossa já estava doente muito antes disso, desde o início do século. Já os vossos políticos parecem ser exactamente iguais aos nossos: são muito bons a falar e prometer mas muito maus a fazer e cumprir.

Agora, se me permitirem, irei dar-vos também alguns pequenos conselhos. Acreditem que não há boas soluções para os vossos problemas pois foram demasiado longe no endividamento. Restam-vos apenas más soluções, sendo umas menos más que outras. O que vocês podem fazer agora é forçar os vossos credores a assumirem algumas perdas. E para isso precisam de recomprar a vossa dívida nos mercados, a desconto claro. O problema é arranjarem a nota para isso. Se tiverem boas empresas para privatizar, essa será uma forma de conseguirem fazer isso. Mas não percam tempo a tentarem despachar os vossos BPN's e as vossas TAP's e RTP's pois essas ninguém as quer... Também poderão tentar vender algum património imobiliário.

Cordial abraço,

Portugal.

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