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segunda-feira, 14 de julho de 2014

8 anos a destruir valor accionista

Os problemas do Espírito Santo Financial Group (ESFG) já não são de agora. Senão vejamos alguns aspectos técnicos e fundamentais:

  1. As cotações do ESFG têm vindo a cair desde 2007 - altura em que chegaram a um máximo de 36€ por acção - e acumulam uma queda de 97% sem nunca terem conseguido recuperar (ver gráfico acima);
  2. A dívida de longo prazo chegou a ser catastrófica e continua a ser muito elevada. No final de 2013 equivalia a quase 8 vezes o capital próprio;
  3. A média do Retorno sobre o Capital Próprio (ROE) dos últimos 5 anos é de -1.3%.
Assim, tudo indica que o ESFG terá um futuro complicado pela frente. Pelo menos, neste caso o contribuinte tuga não deverá ser chamado a intervir. Já no BES preparem as carteiras...

DS

quinta-feira, 23 de abril de 2009

BROADENING WEDGE NA SEMAPA

A Semapa Sociedade de Investimento e Gestão SGPS, SA é uma holding sediada em Portugal envolvida em dois sectores industriais: a indústria do cimento e da indústria de papel e celulose. Através do grupo Secil (segmento do cimento), opera três fábricas de cimento em Portugal e uma na Tunísia. A Secil fabrica e comercializa cimento cinzento e branco. A companhia também opera um serviço ao cliente e uma unidade de distribuição de cimento para o mercado Português. O grupo Portucel Soporcel (segmento da indústria de papel e celulose), detido maioritariamente pela Semapa, já foi analisado em "CUNHA DESCENDENTE NA PORTUCEL".

Os fundamentais da empresa são, à semelhança da Portucel, medianos e existem também lacunas do lado da divulgação de informação financeira por parte da empresa: até ao momento, não consegui saber qual a política de dividendos da empresa (pelo menos não constam dos dados da Reuters), o que não é muito apelativo. Para além disso e para não variar pois esta é uma empresa Portuguesa com certeza, a dívida de longo prazo é excessiva (uma vezes e meia o seu capital próprio). Do lado positivo, destaque para o generoso Retorno Sobre o Capital Próprio dos últimos 5 anos de 27%.

Em termos técnicos, no gráfico semanal (cortesia da Boursorama), a empresa reagiu mal ao topo do canal descendente e começou a corrigir:



No gráfico diário temos a possibilidade de termos uma Ascending Broadening Wedge, que é uma cunha ascendente que vai alargando com o tempo. Esta cunha na Semapa necessita de confirmação com mais 2 toques em cada uma das suas linhas ascendentes:



Neste padrão, é aconselhado agir da seguinte forma:

  1. Comprar no 3º toque na linha ascendente inferior (a menos inclinada);
  2. Nunca vender ou entrar curto no 3º toque da linha ascendente superior (a mais inclinada).

Bons investimentos,

Dax Speculator

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

SONAE EM MODO BULLISH

A Sonae SGPS SA (Sonae) é uma holding baseada em Portugal que controla e gere uma carteira de empresas, divididas em 3 ramos: distribuição, centros comerciais e telecomunicações. O seu portfolio de negócios consiste na Sonae Distribuição SGPS SA que opera no ramo de retalho alimentar e não alimentar, na Sonae Sierra SGPS SA que detém, gere e desenvolve centros comerciais e, finalmente, na Sonaecom SGPS SA que fornece serviços de telecomunicações móveis e fixos e de multimédia. A Sonae está sediada na Maia, em Portugal.

No aspecto fundamental, destaque positivo para o excelente retorno sobre capitais próprios médio dos últimos 5 anos - 27.55% - e negativo para a elevada dívida de longo prazo que ronda os 250 vezes o capital próprio. As elevadas dívidas de longo prazo das cotadas Portuguesas são, no actual ambiente, penalizadoras.

Em termos técnicos, a Sonae está muito bullish tanto no diário como semanal. No semanal, quebrou recentemente (na 1ª semana de Janeiro) o canal descendente que vinha limitando a sua cotação desde Dezembro de 2007. Eis o gráfico:




O objectivo desta importante quebra situa-se no intervalo [0.62; 0.65] que é, "por coincidência", o último suporte significativo quebrado.

No diário, tivemos também, recentemente, acontecimentos bullish: a Sonae quebrou em alta um triângulo descendente, algo que não é muito usual mas que costuma ser muito poderoso. O objectivo deste breakout está muito perto do da quebra do canal descendente: 0.6€:




Bons investimentos,

Dax Speculator

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008

BCP

O Banco Comercial Português, S.A. (Millennium BCP) é uma instituição financeira privada com base em Portugal. O Millennium BCP possui 885 sucursais em Portugal que operam igualmente sob a marca Millennium na Polónia, Grécia, Romênia, Suíça, Turquia, Moçambique, Angola e Estados Unidos da America. O Banco oferece uma gama de actividades bancárias e serviços financeiros em Portugal e no estrangeiro, com especial enfoque na banca comercial, corporativa e de banca de investimento, bem como na banca privada e gestão de activos.

Os fundamentais do BCP são, em termos gerais, medianos mas têm vindo a degradar-se ultimamente: o ROE (Retorno sobre Capitais Próprios) passou de uma média de 16.89 nos últimos 5 anos para 5.74 nos últimos 12 meses. O mesmo se passa com o "Net Profit Margin" (Margem Líquida) que passou de uma média de 20.26 para 13.62. A dívida de longo prazo está dentro do normal para a indústria.

À semelhança do mercado e especialmente do sector financeiro, o aspecto técnico de longo prazo é bastante mau: o BCP caiu sensivelmente 84% desde os máximos de 2007 e está em bear market desde 1998.

No médio prazo, o BCP está limitado por uma LT (Linha de Tendência) descendente que vem desde meados de 2007: só a quebra em alta dessa LT determinará o fim da correcção:



No curto prazo, temos uma Falling Wedge (Cunha Descendente) que já foi activada e que pode projectar o BCP para a zona dos 1.3€, muito perto da LT descendente acima referida:



No entanto, convém ter alguma cautela pois as cunhas descendentes costumam ter fracas performances em bear markets...

Um bom fim-de-semana,

Dax Speculator

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Por onde começar?

Esta mensagem de hoje é dedicada àqueles que estão a iniciar-se por estes meandros das bolsas e que têm, por isso, pouca ou nenhuma experiência e que querem investir numa perspectiva de longo prazo.

Assim, quem está a dar os primeiros passos nos mercados financeiros deve começar pela Análise Fundamental - daqui em diante apenas AF - pois será esta análise que indicará O QUE COMPRAR e, não menos importante, O QUE NÃO COMPRAR. Bastará saber 3 racios financeiros da empresa para conseguir "separar o trigo do joio" e, consequentemente, comprar apenas empresas que criam valor accionista no longo prazo.

Para explicar esses 3 racios que considero mais importantes, não há nada como exemplificar com 2 empresas que concorrem uma com a outra: a Intel e a AMD.

Abram os seguintes endereços em 2 janelas ou separadores diferentes:

Racios financeiros da Intel

Racios financeiros da AMD

Mais ou menos a meio aparece uma secção denominada "Financial Strength", ou seja, Força Financeira. É aqui que está a dívida de curto e longo prazo da empresa e onde está um dos racios que nos interessa particularmente: o LT Debt to Equity (MRQ) - Long Term Debt to Equity (Most Recent Quarter) - que já tinha referido em "QUEM TERA MAIORES DIFICULDADES?" e que representa a Dívida de Longo Prazo relativamente ao Capital Próprio no Trimestre Mais recente. Mas porque se compara a dívida relativamente ao capital próprio de uma empresa? Porque não se pode comparar valores absolutos de dívidas de 2 empresas com dimensões diferentes. Por exemplo, é natural que a Intel tenha 100 vezes mais dívida do que a Portugal Telecom visto que tem uma dimensão aproximadamente 100 vezes superior. Por isso, o LT Debt to Equity (MRQ) - doravante apenas LTDE - de cada empresa é que ditará quais as mais endividadas. E porquê a dívida de longo prazo apenas? Porque, normalmente, é essa dívida que revela problemas estruturais na empresa. Na Intel, o LTDE é de 4.85, ou seja, esta tem uma dívida de longo prazo de 4.85 vezes o seu capital próprio, o que é relativamente conservador. No entanto, na AMD o LTDE é de 364. A AMD tem, por isso, uma dívida de longo prazo de 364 vezes o seu capital próprio, o que representa um serviço de dívida muito penoso.

Na secção "Profitability Ratios", surge outro racio que considero fundamental: o Net Profit Margin - 5 Yr. Avg., ou seja, a margem líquida média dos últimos 5 anos. Esse racio na Intel é de 19.13 mas na AMD é de -14.19. Quer isso dizer que, enquanto a Intel ganhou aproximadamente 19% líquidos nos últimos 5 anos, a AMD perdeu 14%...

Finalmente, na penúltima parte, aquela que diz "Management Effectiveness", aparece o "Return on Equity - 5 Yr. Avg.", que representa o Retorno sobre o Capital Próprio médio dos últimos 5 anos. Por outras palavras, quanto capital próprio foi preciso para gerar determinado retorno? Esse racio na Intel é de 17.96 mas na AMD é de -20.58. Quer isso dizer que, enquanto a Intel ganhou aproximadamente 18% nos últimos 5 anos relativamente ao seu capital próprio, a AMD perdeu 21%...

Depois de verificados esses 3 racios, penso que não restam dúvidas acerca da empresa na qual se deve investir no longo prazo: a Intel.

Alias, o mercado não teve dúvidas: enquanto a Intel desvalorizou 56% desde o pico de 2007, a AMD corrigiu 96% desde o seu pico de 2006. Regra geral, desconfiem sempre de empresas actualmente ou recentemente cotadas abaixo dos 3 USD/EUR/GBP: ou são start-ups e então vale a pena investigar mais ou, senão, não devem ser grandes espingardas para investir (podendo, no entanto, ser boas para especular).

Bom fim-de-semana,

Dax Speculator

terça-feira, 11 de novembro de 2008

A BUFFETTOLOGIA (PARTE II)

Quando tudo o que é notícia fala de crise, recessão, desemprego, falências... o investidor tem de estar atento às oportunidades que podem existir no mercado.

Este tipo de oportunidades existiram em finais do mês de Outubro, altura em que o mais carismático e bem sucedido investidor do mundo Warren Buffett disse numa entrevista ao New York Times:

"O mundo está um caos financeiro, tanto nos Estados Unidos como no exterior. O problemas do sector financeiro, aliás, foram-se propagando para a economia real, e as fugas transformam-se agora num violento jacto. A curto prazo, o desemprego irá aumentar, a actividade empresarial irá esmorecer e as manchetes vão continuar a ser assustadoras."

"Então ... tenho comprado acções Americanas. Esta é a minha conta pessoal, de que estou a falar, na qual anteriormente detinha apenas obrigações do Tesouro dos Estados Unidos. (esta descrição deixa de lado as minhas acções da Berkshire Hathaway...). Se os preços continuarem tão atractivos, o património líquido desta minha conta será em breve totalmente constituída por acções Americanas."

E porque compra Warren Buffett? Porque Warren Buffett está focado no longo prazo. Na minha 1º mensagem sobre a estratégia de Warren Buffett (ver "A BUFFETTOLOGIA (PARTE I)", falei sobre o investimento na perspectiva do negócio e as suas linhas orientadoras:

  1. Esperar que o mercado desvalorize em vez de rezar para que suba, de modo a poder comprar partes significativas de empresas cotadas de que estava à espera de ser accionista;
  2. Ter o pensamento orientado à análise do negócio e perceber que a razão mais estúpida para ter uma acção é acreditar que esta vai subir na próxima semana;
  3. Deixar de comprar uma acção na esperança de uma valorização de 25% em 6 meses para investir num negócio que estima lhe dará 1 taxa de rentabilidade anual de 15% ou mais nos próximos 5 ou 10 anos;
  4. Aprender que a diversificação serve apenas para as pessoas se protegerem da sua própria estupidez;
  5. Ter grandes ideias de investimento quando fizer compras no supermercado;
  6. Descobrir que a "Pipi das Meias Altas" e o seu corretor podem ser bastante optimistas mas nenhum deles tem muitos conhecimentos de finanças;
  7. Perceber porque uma acção cotada a 100€ pode estar barata e que uma outra a 10€ pode estar brutalmente cara;
  8. Finalmente, começar a pensar em acções como se fossem obrigações com uma taxa de juro variável.
Ora, é a essas regras que Warren obedece diariamente. E começou a acumular acções para a sua conta pessoal em Outubro tendo em conta principalmente a orientação n.º 3. Ele estima obter uma rentabilidade anual superior a 15%, ano após ano. E como estima ele essa rentabilidade? Isso será tema para outra dia mas a regra básica é muito simples: quanto menor o preço de aquisição, maior será a rentabilidade anual estimada.

E que empresas interessam a Warren? Basicamente são estas as características que Warren procura:

  1. É Monopólio de clientes (*)?
  2. Os resultados apresentam uma tendência ascendente (últimos 10 anos)?
  3. O financiamento é conservador (Long Term Debt to Equity ou Total Debt to Equity, ou seja a dívida de longo prazo ou a dívida total divida pela Capital Próprio)
  4. Os ROE (Retorno Sobre Capitais Próprios) dos últimos anos são bons e consistentes (ROE 5y >= 15)?
  5. Retém os lucros (**)?
  6. Tem baixas despesas de operações correntes?


Concluindo, Warren borrifa-se completamente para o curto prazo (onde é que já li isto? ;-) e, melhor ainda, até tira vantagem daí quando a irracionalidade da maior parte dos intervenientes os obriga a vender ao desbarato tanto boas como más empresas para satisfazer necessidades de capital. Tal irracionalidade aconteceu em Outubro, altura em que tivemos boas empresas a serem cotadas a preços de pré-aumentos de capital que, por enquanto, não se vieram a verificar.

(*) - Um Monopólio de clientes é uma empresa que controla o mercado, que tem uma larga maioria desse mercado. Exemplos de Monopólio de clientes são a Coca-Cola, Mc Donalds, Google, Microsoft, Cisco, bancos, empresas de segurança, ...

(**) - Warren prefere não receber dividendos porque estes são tributados a uma taxa muito superior do que os lucros da própria empresa. Warren prefere que a empresa utilize esse dinheiro sempre que o valor acrescentado pelos resultados retidos aumente o valor da empresa.

Bons investimentos,

Dax Speculator

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Google

Hoje irei fazer uma analise técnica e fundamental à Google Inc., daqui em diante apenas Google.

De futuro, ao analisar uma empresa pela 1º vez e para além da análise técnica, publicarei também uma análise fundamental sumária da empresa visto que só a análise técnica não é, quanto a mim, suficiente para decidir investir ou não em determinada empresa. A análise técnica é suficiente para especular no médio prazo mas não para investir no longo prazo.

A Google é naturalmente uma líder do seu sector: o tecnológico. Incorporada em Setembro de 1998, mantém um índice de páginas de Internet e outros conteúdos online e disponibiliza esta informação livremente para qualquer pessoa com uma conexão à Internet. A Google gera receitas principalmente com a publicação de publicidade online. As empresas utilizam o seu programa AdWords para promover seus produtos e serviços de publicidade segmentada. Para além disso, os milhares de sítios Web de terceiros que compõem a Rede do Google usam o seu programa AdSense para apresentarem anúncios relevantes que geram receitas. A Google é proprietária do YouTube, do Gmail, do Blogger (no qual escrevo), do Feedburner e de outras companhias e marcas.

Vamos agora à uma análise fundamental resumida: a Google é uma acção de crescimento. O seu EPS (Resultado por acção) diluido anual cresceu a um ritmo de 3141% em 5 anos (de 0.41$ em 2003 a 13.29$ em 2007) e tudo indica que este ano será mais um ano de forte crescimento. E a dívida? A Google simplesmente não tem dívida. Eis os racios financeiros mais importantes:

- ROE (Retorno Sobre o Capital Próprio) de 21%;
- Margem líquida de 24%;
- Não paga dividendos (ainda).

No entanto, ainda lhe falta passar por uma recessão. O que está agora a acontecer... Estou curioso mas ao mesmo tempo confiante de que a empresa demonstrará robustez.

Em termos técnicos, estamos na presença de um possível diamante. Digo possível porque ainda não foi activado. Um breakout em alta e em fecho acima da zona dos 365$ projectará a Google para a zona dos 435 USD, uma subida de uns 20%:



Um bom fim-de-semana,

Dax Speculator