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segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Racio "Apple vs Nasdaq" quebra tendência de alta

Tal como já referi diversas vezes aqui no blog, o rally iniciado em 2009 tem sido liderado principalmente pela Apple (AAPL). Alias, a AAPL é actualmente a acção preferida da maioria dos "hedge funds" pois tem um história de sucesso recente indiscutível.

No entanto, nas últimas semanas o mercado tem vindo a descontar acontecimentos menos positivos para a empresa pois esta já corrigiu mais de 30% desde o seu máximo absoluto (701 USD). A esta correcção não será alheia o facto das suas principais rivais terem conseguido conquistar cota de mercado (principalmente a Samsung) mas julgo que a principal razão poderá ser o descontar de um ambiente macro-económico menos agradável para a empresa...


Eis o gráfico do racio Ratio "Apple vs Nasdaq"desde 2009:



Cumprimentos,

DS

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Put/Call em extremos

O rácio Put/Call serve para medir o sentimento predominante nos mercados: se o rácio está a um nível elevado, então os especuladores estão pessimistas (compram mais Puts do que Calls), senão estão optimistas (compram mais Calls do que Puts).

No entanto (muito por causa da sua volatilidade), a sua grande utilidade é medir extremos de sentimentos, quer estes sejam optimistas ou pessimistas.

Estamos actualmente num destes momentos pois o rácio atingiu recentemente um valor que já não era visto desde Abril 2010: 0.57, ou seja, por cada Put, foram adquiridos 1.75 Calls:


Por isso aconselho muita cautela a quem está longo pois as quedas são quase sempre muito mais violentas do que as subidas...

Cumprimentos,

Dax Speculator

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Espanha a seguir?

Consta-se que o FMI vai estar em Madrid no final desta semana, o que não augura nada de bom. As probabilidades de um incumprimento de "nuestros hermanos" são bem reais (ver também "QUEM TERÁ MAIS DORES DE CABEÇA?") pois, contrariamente a Portugal, para além da elevada dívida pública relativamente ao PIB, têm mais 2 feridas do que nós:
  1. Desemprego oficial nos 20% e real bem acima disso;
  2. Uma gigantesca bolha imobiliária que rebentou em 2008.
Finalmente, o historial espanhol em termos de falências é pior do que o nosso pois já faliram 3 vezes (Portugal faliu 2).

PS: pelo sim pelo não já estou protegido (cuidado com os 1109 no S&P 500).

Cumprimentos,

Dax Speculator

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

Por onde começar?

Esta mensagem de hoje é dedicada àqueles que estão a iniciar-se por estes meandros das bolsas e que têm, por isso, pouca ou nenhuma experiência e que querem investir numa perspectiva de longo prazo.

Assim, quem está a dar os primeiros passos nos mercados financeiros deve começar pela Análise Fundamental - daqui em diante apenas AF - pois será esta análise que indicará O QUE COMPRAR e, não menos importante, O QUE NÃO COMPRAR. Bastará saber 3 racios financeiros da empresa para conseguir "separar o trigo do joio" e, consequentemente, comprar apenas empresas que criam valor accionista no longo prazo.

Para explicar esses 3 racios que considero mais importantes, não há nada como exemplificar com 2 empresas que concorrem uma com a outra: a Intel e a AMD.

Abram os seguintes endereços em 2 janelas ou separadores diferentes:

Racios financeiros da Intel

Racios financeiros da AMD

Mais ou menos a meio aparece uma secção denominada "Financial Strength", ou seja, Força Financeira. É aqui que está a dívida de curto e longo prazo da empresa e onde está um dos racios que nos interessa particularmente: o LT Debt to Equity (MRQ) - Long Term Debt to Equity (Most Recent Quarter) - que já tinha referido em "QUEM TERA MAIORES DIFICULDADES?" e que representa a Dívida de Longo Prazo relativamente ao Capital Próprio no Trimestre Mais recente. Mas porque se compara a dívida relativamente ao capital próprio de uma empresa? Porque não se pode comparar valores absolutos de dívidas de 2 empresas com dimensões diferentes. Por exemplo, é natural que a Intel tenha 100 vezes mais dívida do que a Portugal Telecom visto que tem uma dimensão aproximadamente 100 vezes superior. Por isso, o LT Debt to Equity (MRQ) - doravante apenas LTDE - de cada empresa é que ditará quais as mais endividadas. E porquê a dívida de longo prazo apenas? Porque, normalmente, é essa dívida que revela problemas estruturais na empresa. Na Intel, o LTDE é de 4.85, ou seja, esta tem uma dívida de longo prazo de 4.85 vezes o seu capital próprio, o que é relativamente conservador. No entanto, na AMD o LTDE é de 364. A AMD tem, por isso, uma dívida de longo prazo de 364 vezes o seu capital próprio, o que representa um serviço de dívida muito penoso.

Na secção "Profitability Ratios", surge outro racio que considero fundamental: o Net Profit Margin - 5 Yr. Avg., ou seja, a margem líquida média dos últimos 5 anos. Esse racio na Intel é de 19.13 mas na AMD é de -14.19. Quer isso dizer que, enquanto a Intel ganhou aproximadamente 19% líquidos nos últimos 5 anos, a AMD perdeu 14%...

Finalmente, na penúltima parte, aquela que diz "Management Effectiveness", aparece o "Return on Equity - 5 Yr. Avg.", que representa o Retorno sobre o Capital Próprio médio dos últimos 5 anos. Por outras palavras, quanto capital próprio foi preciso para gerar determinado retorno? Esse racio na Intel é de 17.96 mas na AMD é de -20.58. Quer isso dizer que, enquanto a Intel ganhou aproximadamente 18% nos últimos 5 anos relativamente ao seu capital próprio, a AMD perdeu 21%...

Depois de verificados esses 3 racios, penso que não restam dúvidas acerca da empresa na qual se deve investir no longo prazo: a Intel.

Alias, o mercado não teve dúvidas: enquanto a Intel desvalorizou 56% desde o pico de 2007, a AMD corrigiu 96% desde o seu pico de 2006. Regra geral, desconfiem sempre de empresas actualmente ou recentemente cotadas abaixo dos 3 USD/EUR/GBP: ou são start-ups e então vale a pena investigar mais ou, senão, não devem ser grandes espingardas para investir (podendo, no entanto, ser boas para especular).

Bom fim-de-semana,

Dax Speculator