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terça-feira, 5 de maio de 2009

COMPRAR OU VENDER?

Visto que desde a última vez que fiz este tipo de análise (ver "LONGO OU CURTO?"), os mercados já subiram em média 35%, parece-me apropriado uma revisão dos factores a descontar pelo mercado.

Contrariamente ao que alguns crêem - inclusive o mui nobre Warren Buffett - o mercado não é uma máquina de votar mas sim uma máquina de descontar. Se desconta bem ou mal e tarde ou cedo é outra questão mas que desconta, lá isso desconta!

Dito isso, vamos então actualizar os factores bullish e bearish a descontar pelo mercado. Do lado bullish:
  • Diversos indicadores macro-económicos começam a querer inverter a tendência negativa iniciado em 2006/2007. Dois exemplos disso são os Non Defense Durable Orders e o Clima de Negócios IFO (gráficos, respectivamente, da cortesia do Briefing.com e do IFO):

  • Os EUA e o Japão com taxas de juro próximas de 0%, o Reino Unido e a Zona Euro com taxas próximas de 1% estão, na prática, a forçar os mais prudentes a assumirem mais risco (acções, dívida privada, etc...).

Quanto aos factores bearish, destaco:
  • Os mercados encontraram-se muito perto de fortes resistências (930 no S&P 500 e 5000 no DAX) que não deverão ser ultrapassadas à 1ª. Para além disso, também estão sobre comprados, havendo inclusive divergências bearish nalguns gráficos diários;
  • O VIX está também numa zona de forte suporte (35 no VIX), o que poderá significar um aumento do medo nos próximos meses;
  • Sell in May and go away;
  • O efeito das alterações contabilísticas anunciadas em Fevereiro pela FASB (Financial Accounting Standards Board) já não terão tanto impacto nos resultados do 2º trimestre das instituições financeiras como tiveram no 1º trimestre pois até a contabilidade criativa tem os seus limites.

Resumindo, os factores bearish estão agora em maioria e são fundamentalmente técnicos. Quanto aos factores bullish, a possível inversão dos indicadores macro-económicos requer ainda confirmação e, se esta não acontecer já em Maio, os mercados deverão navegar para sul...

Uma boa semana,

Dax Speculator

terça-feira, 24 de março de 2009

PANICO COMPRADOR

Ontem e após o anúncio oficial do plano de compra de activos tóxicos aos bancos por parte das entidades oficiais dos EUA, tivemos um autêntico dia de pânico comprador nas bolsas Americanas, com os principais índices a subirem entre 6% a 7%.

Eu aproveitei o dia de hoje para fazer algumas mais-valias em 13% da minha carteira com o objectivo de as recomprar possivelmente no final do mês, altura em que poderemos fazer um higher low ou, quem sabe, um duplo fundo.

Assim, a minha forma de investir é muito simples:
  • Se estiver enganado e os mercados continuarem a subir, ainda possuo 87% da carteira inicial e procurarei entrar noutro título que ainda não tenha arrancado significativamente;
  • Se estiver certo, recompro mais acções pois o preço será mais favorável.

Uma boa semana,

Dax Speculator

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

LONGO OU CURTO?

Dado o actual momento de alguma indecisão sobre qual a tendência a seguir nos próximas semanas, irei de seguida contrabalançar os factores positivos e negativos que os mercados de capitais poderão descontar.

Este é um exercício que gosto de fazer regularmente pois obriga-me a arrumar melhor as ideias acerca do que poderá influenciar os mercados e, consequentemente, qual o rumo num futuro próximo.

Desde a última vez que fiz este tipo de análise (ver "O QUE DESCONTAR?"), a vantagem dos factores positivos sobre os negativos aumentou, havendo agora 9 factores bullish contra 7 factores bearish.

Do lado dos factores que podem influenciar positivamente os mercados de acções, temos como mais importantes os seguintes:

  • Os mercados encontraram suporte na zona dos mínimos de Outubro de 2002 ou Março de 2003;
  • Os mercados encontram-se fortemente sobre vendidos, havendo inclusive divergências bullish nos gráficos diários e até pequenas divergências bullish nalguns gráficos semanais. Tecnicamente, os mercados precisam de subir para retomarem fôlego antes de poderem corrigir muito mais, o que provavelmente acontecerá;
  • Algumas acções líderes (Google, Oracle, Nokia, Portugal Telecom, etc...) estabeleceram recentemente higher lows (mínimo relativo superior) ou figuras de inversão tais como duplos fundos, head & shoulders, etc...;
  • Os EUA e o Japão com taxas de juro próximas de 0%, o Reino Unido com taxas de 1.5% e a Zona Euro com taxas de 2% estão praticamente a forçar os mais prudentes a assumirem mais risco (acções, dívida privada, etc...);
  • A eleição do novo presidente dos EUA trará algum ar fresco ao actual ambiente macro-económico. Isto apesar das suas próximas medidas - sejam elas quais forem - terem apenas impacto no longo prazo;
  • Possível novo plano fiscal/económico de 850 mil milhões de dólares já aprovado pelo Congresso, faltando apenas a aprovação pelo Senado dos EUA;
  • Todos os dias se fala na crise nos media e, por isso, o pessimismo está ao rubro;
  • O VIX e o VDAX iniciaram um movimento counter trend (contra a tendência), ou seja, de descida diminuindo assim o medo;
  • Resultados das empresas mais importantes e robustas poderão não decepcionar tanto quanto o que o mercado já descontou.

Quanto aos factores que poderão influenciar negativamente os mercados, destaco:
  • Espectro de Deflação causada pela forte descida das componentes relativas à energia e matérias primas e pelo esvaziamento das bolhas imobiliárias (EUA, UK,...) e do crédito;
  • Aumento explosivo do desemprego a nível mundial;
  • Falha do 1º plano económico em relançar a economia e o acesso ao crédito;
  • Confiança dos investidores abalada pelo caso Madoff;
  • Economias desenvolvidas mergulhadas na pior recessão da era pós segunda guerra mundial;
  • Economias emergentes em forte abrandamento (de-decoupling :-);
  • Espectro de falências em muitas empresas motivada pela forte queda dos lucros, das vendas, das margens, dos activos e do crédito disponível;