Como já referi aqui várias vezes, os mercados são máquinas de descontar o futuro. As maioria das notícias não interessa para nada pois já estão descontadas. Em termos de notícias, apenas acontecimentos inesperados é que influenciam os mercados nos médios e longos prazos.
Por isso irei fazer mais um daqueles exercícios que todo o investidor/especulador deve fazer: resumir o que os mercados poderão descontar nos próximos tempos.
ASPECTOS POSITIVOS:
1. Não consigo vislumbrar nenhum. Quem se lembrar de algum, por favor ponha nos comentários que eu irei actualizarei esta parte se o considerar válido.
ASPECTOS NEGATIVOS:
1. Probabilidade da crise da zona Euro se agravar com a Espanha a ser obrigada a pedir um resgate;
2. Com a FED e o BCE sem mais munições pois já prometeram, respectivamente, compras intermináveis e ilimitadas. Mais do que isso, só se decretarem a fusão dos bancos centrais com os respectivos ministérios das finanaças...
3. Reduzido impacto na economia das actuais políticas da FED e BCE;
4. Possibilidade real de "hard landing" da economia Chinesa relativamente à qual nunca acreditei nem irei acreditar pois esta é mais uma economia planeada pelo poder central que irá falhar (ver ex-URSS e Japão).
DS
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quarta-feira, 10 de outubro de 2012
O que descontar?
quarta-feira, 12 de setembro de 2012
Mercados aguardam decisão da Fed
Os mercados aguardam pela decisão da Fed sobre um possível novo programa de QE ("Quantitative Easing"), que será divulgada amanhã pelas 19h15 horas Portuguesas.
Segundo estimativas do Zerohedge.com, o maior mercado do mundo - o forex - estará a descontar um programa na ordem dos 800 mil milhões de dólares.
Se estas estimativas estiverem correctas e a Fed não anunciar nenhum novo programa ou apresentar um programa mais modesto, os mercados reagirão certamente mal.
Pessoalmente, penso que a Fed irá decepcionar os mercados pois já foi longe demais nos seus QE's que, claramente, não estão a ter muito sucesso na economia real...
Cumprimentos,
DS
Segundo estimativas do Zerohedge.com, o maior mercado do mundo - o forex - estará a descontar um programa na ordem dos 800 mil milhões de dólares.
Se estas estimativas estiverem correctas e a Fed não anunciar nenhum novo programa ou apresentar um programa mais modesto, os mercados reagirão certamente mal.
Pessoalmente, penso que a Fed irá decepcionar os mercados pois já foi longe demais nos seus QE's que, claramente, não estão a ter muito sucesso na economia real...
Cumprimentos,
DS
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
As mentiras de Jackson Hole
Este fim-de-semana teve lugar a conferência anual dos manipuladores bancos centrais em Jackson Hole, Wyoming, EUA. A figura principal foi, como não poderia deixar de ser, Ben Bernanke da Reserva Federal dos EUA (FED) já que Super Mário não esteve presente.
Eis algumas partes do discurso de Ben que eu não posso deixar de comentar pois considero-as escandalosas:
"À medida que avaliamos os benefícios e os custos de abordagens políticas alternativas, não devemos também perder de vista os grandes desafios económicos que afligem nossa nação. A estagnação do mercado de trabalho em particular, é uma grande preocupação, não só por causa do enorme sofrimento e desperdício de talento humano que implica, mas também porque os níveis persistentemente elevados de desemprego vai causar danos estruturais na nossa economia, que poderá durar por muitos anos."
O que Ben "se esqueceu" de referir é que a FED é a principal responsável pela estagnação do mercado de trabalho nos EUA: com as suas políticas ZIRP (Zero Interest Rates Policy ou Política de Taxas de Juro Zero) e de manipulação dos preços do activos dos últimos 15 anos, a FED originou um aumento exponencial das disparidades entre as economias desenvolvidas e em desenvolvimento.
Por um lado, as economias desenvolvidas começaram a consumir bens e serviços supérfluos ou, para o caso dos bens duradouros, antes do que seria normal, fragilizando a sua posição financeira. Por exemplo, se uma família na década de 80 trocava de carro de 6 em 6 anos, a partir da década de 90 passou a trocar de carro de 4 em 4 anos recorrendo ao crédito "fácil e oferecido" pelas políticas ZIRP da FED.
Por outro lado, as economias em desenvolvimento foram aumentado exponencialmente a sua capacidade produtiva e acumulando reservas monetárias que foram "re-investindo" em dívida soberana dos países mais consumistas, incentivando políticas erradas e sempre com recurso a mais dívida. Tomando Portugal como exemplo, reformas aos 40 e tal anos por "doença" eram moda na década de 90. Nos EUA foram os programas Medicaid e Medicare, que representam gastos futuros completamente incomportáveis para o governo Americano pois este terá em breve que optar por reformar esse programa ou então falir!
Em 2008, esse cíclo vicioso foi quebrado e todos previsíveis problemas apareceram e perduram até aos dias de hoje pois os bancos centrais não deixam os mercados funcionarem...
Em 2008, esse cíclo vicioso foi quebrado e todos previsíveis problemas apareceram e perduram até aos dias de hoje pois os bancos centrais não deixam os mercados funcionarem...
"As LSAPs (Large-Sized Asset Purchases, compras de grandes portes) parecem também ter impulsionado os preços das acções, presumivelmente tanto pela redução das taxas de desconto como melhorando as perspectivas económicas. Provavelmente não é coincidência que a recuperação sustentada dos preços de acções dos EUA começou em março de 2009, logo após a decisão do FOMC de expandir as compras de títulos. Este efeito é potencialmente importante, porque os valores de ações afetam tanto a decisões de consumo e investimento."
Como já referi no comentário anterior, no que diz respeito ao consumo não há dúvidas que essas políticas têm sido positivas, faltando saber a que custo mas isso é tema para outra discussão...
Já o investimento real não residencial - que é o que cria a maior fatia de emprego de longa duração (a preocupação de Ben) - cresceu apenas 11.6% nos últimos 11 anos e meio, ou seja, um crescimento anual médio de apenas 1% desde Janeiro de 2000, o que para uma economia com um suposto potencial de crescimento de 3% deixa muito a desejar:
DS
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Eric Antunes
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sexta-feira, 15 de junho de 2012
Um "pequeno" erro de meio trilião
A reserva federal Americana divulgou ontem o relatório "flow of funds" que, nos últimos 2 anos, teria supostamente reflectido um contínuo aumento da liquidez nos balanços das empresas Americanas.
No entanto, no relatório divulgado ontem, a liquidez das empresas não-financeiras foi revista em baixa - segurem-se! - de 2.23 em Março para 1.72 triliões de dólares, uma pequena diferença de meio trilião. Para ser mais preciso - e porque isto dos triliões não é para nós - o erro de foi de 496.5 milhões de milhões de dólares!! É por estas e por outras que dados macro-económicos oficiais - American ou Europeus - não entram nos cálculos do meu indicador macro-económico avançado.
Mas um dos indicadores que faz parte desse indicador/modelo é o Indice de Confiança dos Consumidores da Universidade de Michigan cujo valor preliminiar saiu há pouco e fixou-se nos 74.1, bem abaixo dos 79.3 de Maio (gráfico cortesia da Bloomberg):
Votos de um bom fim-de-semana,
DS
No entanto, no relatório divulgado ontem, a liquidez das empresas não-financeiras foi revista em baixa - segurem-se! - de 2.23 em Março para 1.72 triliões de dólares, uma pequena diferença de meio trilião. Para ser mais preciso - e porque isto dos triliões não é para nós - o erro de foi de 496.5 milhões de milhões de dólares!! É por estas e por outras que dados macro-económicos oficiais - American ou Europeus - não entram nos cálculos do meu indicador macro-económico avançado.
Mas um dos indicadores que faz parte desse indicador/modelo é o Indice de Confiança dos Consumidores da Universidade de Michigan cujo valor preliminiar saiu há pouco e fixou-se nos 74.1, bem abaixo dos 79.3 de Maio (gráfico cortesia da Bloomberg):
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quarta-feira, 2 de maio de 2012
O que dizem os "génios"..
Sem grandes demoras e apenas com alguns comentários da minha parte pois considero não valer a pena perder muito tempo a ouvir/ler estes "génios" em economia:Ç
* O governador da Fed Evans vê 2.5%, possivelmente 3% de crescimento nos próximos 18 meses;
Comentário: ou seja, 1.7 a 2%/ano.
* Evans diz "Eu gostaria de ter mais acomodação";
Comentário: excelente ideia! quem sabe uma taxa de juro de referência de -1% funcione...?
* Evans diz que as suas simulações econométricas não apontam para uma inflação mais elevada se houver mais acomodação na política monetária.
Comentário: estou curioso para saber o que viram essas simulações em 2007...?
* O governador da Fed Lockhart está reticente em premir o gatilho em qualquer tipo de nova acção por parte da Fed;
Comentário: parece que ainda há quem não use apenas a língua para pensar na Fed...
* Lockhart: "Não há muito mais que possa ser feito para estimular a procura de empréstimos";
Comentário: quando não podemos influenciar directamente a variável mais relevante - a procura - é sensato tirar este tipo de conclusões...
* Lockhart: "Não mudei as minhas previsões sobre a economia dos EUA";
Comentário: se calhar devias pois a 1º estimativa para o PIB Americano foi muito decepcionante e a última vez que tivemos uma queda deste tipo (-2.1%) no investimento fixo não residential foi no 2º trimestre de 2008...
* O governador da Fed Williams vê "crescimento moderado" para economia dos EUA;
* Williams: "Taxas do Fed baixo estão ajudando os consumidores"
Comentário: a sério? é que não se nota muito...
E agora as melhores pérolas por parte do "génio dos génios":
* O ex presidente da Fed Alan Greenspan diz que "acções estão muito baratas";
Comentário: Estão? Então compra-as mas se não te importas eu vou esperar mais um bocado...
* Greenspan diz que política de taxas baixas da Fed não foi combustível para o "boom" imobiliário;
Comentário: claro que não, foi apenas coincidência ter sido exactamente no mesmo período...
* Greenspan diz que redução das taxas em 2003 era coisa certa a fazer.
Comentário: claro que era pois "chutar o cântaro pela rua abaixo" já era a estratégia na altura...
Finalmente, para justificar um pouco o meu último comentário às afirmações de Lockhart, aqui fica o meu último gráfico com um agregado de indicadores macro-económicos avançados contra o S&P 500:
Votos de uma excelente semana,
DS
* O governador da Fed Evans vê 2.5%, possivelmente 3% de crescimento nos próximos 18 meses;
Comentário: ou seja, 1.7 a 2%/ano.
* Evans diz "Eu gostaria de ter mais acomodação";
Comentário: excelente ideia! quem sabe uma taxa de juro de referência de -1% funcione...?
* Evans diz que as suas simulações econométricas não apontam para uma inflação mais elevada se houver mais acomodação na política monetária.
Comentário: estou curioso para saber o que viram essas simulações em 2007...?
* O governador da Fed Lockhart está reticente em premir o gatilho em qualquer tipo de nova acção por parte da Fed;
Comentário: parece que ainda há quem não use apenas a língua para pensar na Fed...
* Lockhart: "Não há muito mais que possa ser feito para estimular a procura de empréstimos";
Comentário: quando não podemos influenciar directamente a variável mais relevante - a procura - é sensato tirar este tipo de conclusões...
* Lockhart: "Não mudei as minhas previsões sobre a economia dos EUA";
Comentário: se calhar devias pois a 1º estimativa para o PIB Americano foi muito decepcionante e a última vez que tivemos uma queda deste tipo (-2.1%) no investimento fixo não residential foi no 2º trimestre de 2008...
* O governador da Fed Williams vê "crescimento moderado" para economia dos EUA;
* Williams: "Taxas do Fed baixo estão ajudando os consumidores"
Comentário: a sério? é que não se nota muito...
E agora as melhores pérolas por parte do "génio dos génios":
* O ex presidente da Fed Alan Greenspan diz que "acções estão muito baratas";
Comentário: Estão? Então compra-as mas se não te importas eu vou esperar mais um bocado...
* Greenspan diz que política de taxas baixas da Fed não foi combustível para o "boom" imobiliário;
Comentário: claro que não, foi apenas coincidência ter sido exactamente no mesmo período...
* Greenspan diz que redução das taxas em 2003 era coisa certa a fazer.
Comentário: claro que era pois "chutar o cântaro pela rua abaixo" já era a estratégia na altura...
Finalmente, para justificar um pouco o meu último comentário às afirmações de Lockhart, aqui fica o meu último gráfico com um agregado de indicadores macro-económicos avançados contra o S&P 500:
Votos de uma excelente semana,
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terça-feira, 27 de março de 2012
Indice de confiança do consumidor
Dentro de alguns minutos será divulgado o índice de Confiança do Consumidor (CCI) do Conference Board. É esperado um valor de 70.4 para este mês de Março.
Este é, na minha opinião, um indicador a seguir com muita atenção pois, nos últimos 15 anos, nunca a diferença entre o CCI e a cotação do S&P 500 foi tão grande:
Mas a explicação para este fenómeno é óbvia. Nos últimos 3 anos, via QE1 e QE2, a FED comprou mais de 1.3 milhões de milhões (1.3 triliões) de dólares em obrigações do tesouro e MBS (Mortgage Backed Securities). Agora especula-se sobre um eventual QE3 mas a verdade é que os 2 anteriores QE's pouco fizeram para levantar o moral aos consumidores Americanos...
Actualização: o CCI saiu ligeiramente abaixo da expectativa, nos 70.2.
Votos de uma boa semama,
DS
Este é, na minha opinião, um indicador a seguir com muita atenção pois, nos últimos 15 anos, nunca a diferença entre o CCI e a cotação do S&P 500 foi tão grande:
Mas a explicação para este fenómeno é óbvia. Nos últimos 3 anos, via QE1 e QE2, a FED comprou mais de 1.3 milhões de milhões (1.3 triliões) de dólares em obrigações do tesouro e MBS (Mortgage Backed Securities). Agora especula-se sobre um eventual QE3 mas a verdade é que os 2 anteriores QE's pouco fizeram para levantar o moral aos consumidores Americanos...
Actualização: o CCI saiu ligeiramente abaixo da expectativa, nos 70.2.
Votos de uma boa semama,
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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
O que descontam os mercados?
Como já tive oportunidade de referir aqui no blog, os mercados são
máquinas de descontar o futuro. O presente não lhes interessa muito pois
já estará descontado.
Por isso a maior parte das notícias, quer sejam boas ou más, têm pouco impacto na tendência dos mercados. A maior parte das vezes, essas notícias influenciam os mercados apenas por algumas horas. Apenas as notícias menos esperadas têm um impacto que pode durar alguns dias ou semanas...
Por isso as 2 questões que se põem actualmente são:
Responder a essas 2 questões é a chave para prever a evolução futura das bolsas. Pela minha experiência, os mercados estão a descontar que a crise da dívida soberana Europeia está contida e que não será suficiente para afectar a actividade económica global. No entanto, sou da opinião que os mercados estão mais uma vez errados como estavam em 2007, na altura em que o fenómeno do "subprime" estaria supostamente contido (famosa frase de Ben Bernanke)...
Desta vez, os mercados não parecem ter tantas certezas mas, a julgar pelas seguintes declarações, continua a haver muita complacência:
Conclusões da "Joint hearing before the subcommittee on domestic monetary policy and technology and the subcommittee on international monetary policy and trade of the committee on financial services u.s. house of representatives one hundred eleventh congress"... (Ugh...só o nome arrepia), em que só alguns observadores acreditam que a crise soberana Europeia poderá fazer mossa:
"...
Some observers believe that the European debt crisis, if left unaddressed, could threaten the nascent U.S. economic recovery by shattering confidence and disrupting credit flows to businesses and consumers, and that it could put upward pressure on interest rates.
..."
Mas, mais recentemente, Ben Bernanke ao congresso Americano:
"...Certainly parts of Europe are in recession. Whether the Eurozone itself goes into recession remains to be seen... Exports to Europe are about 2% of GDP, it's not totally make or break but it could be an influence..."
E as exportações dos mercados emergentes para a Europa, Ben? Essas não contam para a economia Americana, pois não? :-)
Cumprimentos.
DS
Enviado do meu telemóvel Nokia
Por isso a maior parte das notícias, quer sejam boas ou más, têm pouco impacto na tendência dos mercados. A maior parte das vezes, essas notícias influenciam os mercados apenas por algumas horas. Apenas as notícias menos esperadas têm um impacto que pode durar alguns dias ou semanas...
Por isso as 2 questões que se põem actualmente são:
- O que descontam os mercados?
- Estarão a descontar acertadamente?
Responder a essas 2 questões é a chave para prever a evolução futura das bolsas. Pela minha experiência, os mercados estão a descontar que a crise da dívida soberana Europeia está contida e que não será suficiente para afectar a actividade económica global. No entanto, sou da opinião que os mercados estão mais uma vez errados como estavam em 2007, na altura em que o fenómeno do "subprime" estaria supostamente contido (famosa frase de Ben Bernanke)...
Desta vez, os mercados não parecem ter tantas certezas mas, a julgar pelas seguintes declarações, continua a haver muita complacência:
Conclusões da "Joint hearing before the subcommittee on domestic monetary policy and technology and the subcommittee on international monetary policy and trade of the committee on financial services u.s. house of representatives one hundred eleventh congress"... (Ugh...só o nome arrepia), em que só alguns observadores acreditam que a crise soberana Europeia poderá fazer mossa:
"...
Some observers believe that the European debt crisis, if left unaddressed, could threaten the nascent U.S. economic recovery by shattering confidence and disrupting credit flows to businesses and consumers, and that it could put upward pressure on interest rates.
..."
Mas, mais recentemente, Ben Bernanke ao congresso Americano:
"...Certainly parts of Europe are in recession. Whether the Eurozone itself goes into recession remains to be seen... Exports to Europe are about 2% of GDP, it's not totally make or break but it could be an influence..."
E as exportações dos mercados emergentes para a Europa, Ben? Essas não contam para a economia Americana, pois não? :-)
Cumprimentos.
DS
Enviado do meu telemóvel Nokia
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sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
Bob "the bear" na Bloomberg
Bob "the bear" Janjuah cedeu recentemente uma entrevista à Bloomberg, na qual também ele (*) explica porque os sucessivos QE's não ajudam nada a economia e porque o último LTRO do BCE não resolve nenhum dos problemas financeiros dos estados periféricos nem das suas respectivas instituições financeiras.
Digo também ele pois já são muitos os analistas/economistas a defenderem e explicar porque "ligar as impressoras" não tem funcionado nem irá funcionar:
Bill Gross: http://www.ft.com/intl/cms/s/0/04868cd6-d7b2-11e0-a06b-00144feabdc0.html#axzz1jzr4ksbf
Jim Rogers: http://www.cnbc.com/id/44900450
John Mauldin: http://www.investorsinsight.com/blogs/thoughts_from_the_frontline/archive/2010/10/08/the-ride-of-the-keynesian-cowboys.aspx
Mohamed El-Erian: http://daxspeculator.blogspot.com/2012/01/el-erian-qe3-nao-ira-funcionar.html
E muitos mais...
E agora o vídeo:
Digo também ele pois já são muitos os analistas/economistas a defenderem e explicar porque "ligar as impressoras" não tem funcionado nem irá funcionar:
Bill Gross: http://www.ft.com/intl/cms/s/0/04868cd6-d7b2-11e0-a06b-00144feabdc0.html#axzz1jzr4ksbf
Jim Rogers: http://www.cnbc.com/id/44900450
John Mauldin: http://www.investorsinsight.com/blogs/thoughts_from_the_frontline/archive/2010/10/08/the-ride-of-the-keynesian-cowboys.aspx
Mohamed El-Erian: http://daxspeculator.blogspot.com/2012/01/el-erian-qe3-nao-ira-funcionar.html
E muitos mais...
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quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Mais um ressalto técnico
Depois dos dados preliminares do emprego nos EUA (ADP report) e da notícia da descida de 50 p.b. (pontos base) na taxa "swap" nas transações em euro, yen, libras, francos Suíços, e dólares Canadianos por parte da FED, a maior parte dos mercados Europeus fecharam com um ganho entre 4 e 5%.
No entanto, este será provavelmente mais um ressalto técnico pois o problema do excesso de alavancagem dos bancos Europeus e de dívida dos estados da maioria dos países desenvolvidos continua por resolver...
Votos de um bom feriado,
DS
No entanto, este será provavelmente mais um ressalto técnico pois o problema do excesso de alavancagem dos bancos Europeus e de dívida dos estados da maioria dos países desenvolvidos continua por resolver...
Votos de um bom feriado,
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sexta-feira, 7 de outubro de 2011
A crise da Dívida nos EUA
Ou porque a Europa está certa e Obama está errado
Eis o comentário, traduzido para Português, de Michael Sauga, editor da revista Alemã "Der Spiegel". O que estiver entre chavetas ([]) são comentários meus:
"O presidente dos EUA, Barack Obama, sugeriu recentemente que a Europa deve assumir mais dívida para estimular a economia. Em primeiro lugar, foi essa confiança no dinheiro barato que nos levou à crise actual - tanto na Europa como nos EUA. O problema da América não é ter pouco dinheiro. É a falta de produtos competitivos.
"O Jarro Quebrado" é uma das peças mais frequentemente encenadas nos teatros Alemães. Com o juiz Adão, de uma pequena localidade, que julga um crime que ele próprio cometeu, Heinrich Von Kleist criou uma das figuras clássicas de comédia da literatura mundial.
Actualmente, Barack Obama parece estar a retratar uma versão moderna do juiz de Kleist. Ele é cada vez mais crítico em relação aos Europeus por supostamente terem exacerbado a crise económica em curso com a sua prudência. O seu público, no entanto, parece sentir que a situação pela qual Obama lamenta teve origem no seu próprio país.
Ela decorre de uma doutrina que dominou o pensamento económico nas duas últimas décadas e é composta por dois elementos: turbo-capitalismo, cujo único princípio é que qualquer regulação dos mercados financeiros inibe o crescimento, e o seu mais obsequioso, mas não menos perigoso irmão, turbo-keynesianismo.
Os economistas americanos, presidentes de bancos centrais e formuladores de política fiscal têm reinterpretado a ideia inteligente do economista britânico John Maynard Keynes de que o consumo público, ou seja, o aumento da presença do estado na economia é a melhor maneira de contrariar uma recessão económica grave e transformaram-na numa receita permanente. Na versão deles da teoria Keynesiana, uma diminuição do crescimento ou um declínio dos preços das acções solicita os bancos centrais e os governos, respectivamente, a baixar imediatamente as taxas de juros e a lançaram programas de estímulo económico. Os economistas dos EUA chamam a isso "dar um pontapé inicial" na economia [como se de futebol se tratasse].
Lançando as bases para o próximo "crash"
O único problema [único mas suficientemente grande para estragar a "estratégia" destes "génios"] é que este método de encorajar o crescimento não tem estimulado a economia Norte-Americana nos últimos anos mas, pelo contrário, colocou-a em rota de colisão. Desde a crise Asiática, passando pela bolha tecnológica e acabando na bolha imobiliária e do "subprime", os programas de estímulo económico encorajados pelos formuladores de políticas monetária e fiscal têm sido regularmente as bases para o próximo acidente em vez de encorajar o crescimento sustentável. Por exemplo, na última década, o volume de empréstimos nos Estados Unidos cresceu cinco vezes mais do que a economia real.
O dinheiro barato foi o adubo para os excessos do sector financeiro dos EUA. As taxas de juros baixas seduziram os correctores de hipotecas a convencer mesmo os sem-abrigo a pedir créditos hipotecários. E as mesmas taxas tornaram mais fácil aos bancos de investimento e "hedge funds", usando estruturas de empréstimos cada vez mais arriscadas, transformar os outrora vagarosos sectores seguradores e obrigaccionistas em autênticos casinos.
Agora a bolha estourou. No entanto, isso não fez com que o governo dos EUA concluísse que as suas prescrições poderão ter sido erradas. Pelo contrário, agora querem aumentar a dose. Obama tem planos para continuar o muito mal sucedido programa de estímulo económico de 2008 através de um novo programa para este ano. Enquanto isso, o presidente da Reserva Federal Ben Bernanke diz que pretende inundar a economia com liquidez barata - durante anos, se necessário.
O verdadeiro problema, porém, é um diferente. Na economia Norte-Americana não falta dinheiro. Em vez disso, faltam produtos que possam competir no mercado global. O país tem um profundo défice comercial mas a administração Obama está a pedir dinheiro emprestado quase ao mesmo ritmo do que a falida Grécia.
Um fim rápido
Nem mesmo o sector financeiro, com a sua afeição por dinheiro barato, acredita que este é o caminho para os Estados Unidos saírem da crise. Quando a Fed anunciou recentemente a nova versão da sua política de taxas de juro baixas, que ficou conhecida como "Twist", os mercados accionistas resvalaram em vez do impulso esperado.
É ainda mais desconcertante que Obama esteja agora a recomendar aos Europeus que imitem a sua estratégia falhada. Para salvar o Euro, o presidente propôs que a Europa assuma mais dívida para aumentar os seus fundos de resgate e estimular as suas economias. Como um médico apanhado a prescrever esteróides, Obama não escolheu terminar as suas actividades. Pelo contrário, ele tenta garantir que o máximo número de pessoas possível tenham acesso às suas drogas.
O facto de que os Europeus não estão dispostos a cumprir com a estranha lógica de Obama dá motivo para esperança. Não faz sentido acumular mais e mais dívida em cima de pilhas de dívida já instáveis. O mundo não tem pouca dívida, tem muita.
Obama deve rever o seu conselho, ou ele poderá acabar como o juiz da pequena aldeia na comédia de Kleist. Quando sua fraude foi descoberta, ele foi forçado a fugir e os seus dias como juiz chegaram rapidamente ao fim."
Quem quiser ler o artigo na versão Inglesa pode fazê-lo aqui. Quem quiser a versão em Alemão, pode fazê-lo aqui (com assinatura).
Votos de um excelente fim-de-semana,
DS
Eis o comentário, traduzido para Português, de Michael Sauga, editor da revista Alemã "Der Spiegel". O que estiver entre chavetas ([]) são comentários meus:
"O presidente dos EUA, Barack Obama, sugeriu recentemente que a Europa deve assumir mais dívida para estimular a economia. Em primeiro lugar, foi essa confiança no dinheiro barato que nos levou à crise actual - tanto na Europa como nos EUA. O problema da América não é ter pouco dinheiro. É a falta de produtos competitivos.
"O Jarro Quebrado" é uma das peças mais frequentemente encenadas nos teatros Alemães. Com o juiz Adão, de uma pequena localidade, que julga um crime que ele próprio cometeu, Heinrich Von Kleist criou uma das figuras clássicas de comédia da literatura mundial.
Actualmente, Barack Obama parece estar a retratar uma versão moderna do juiz de Kleist. Ele é cada vez mais crítico em relação aos Europeus por supostamente terem exacerbado a crise económica em curso com a sua prudência. O seu público, no entanto, parece sentir que a situação pela qual Obama lamenta teve origem no seu próprio país.
Ela decorre de uma doutrina que dominou o pensamento económico nas duas últimas décadas e é composta por dois elementos: turbo-capitalismo, cujo único princípio é que qualquer regulação dos mercados financeiros inibe o crescimento, e o seu mais obsequioso, mas não menos perigoso irmão, turbo-keynesianismo.
Os economistas americanos, presidentes de bancos centrais e formuladores de política fiscal têm reinterpretado a ideia inteligente do economista britânico John Maynard Keynes de que o consumo público, ou seja, o aumento da presença do estado na economia é a melhor maneira de contrariar uma recessão económica grave e transformaram-na numa receita permanente. Na versão deles da teoria Keynesiana, uma diminuição do crescimento ou um declínio dos preços das acções solicita os bancos centrais e os governos, respectivamente, a baixar imediatamente as taxas de juros e a lançaram programas de estímulo económico. Os economistas dos EUA chamam a isso "dar um pontapé inicial" na economia [como se de futebol se tratasse].
Lançando as bases para o próximo "crash"
O único problema [único mas suficientemente grande para estragar a "estratégia" destes "génios"] é que este método de encorajar o crescimento não tem estimulado a economia Norte-Americana nos últimos anos mas, pelo contrário, colocou-a em rota de colisão. Desde a crise Asiática, passando pela bolha tecnológica e acabando na bolha imobiliária e do "subprime", os programas de estímulo económico encorajados pelos formuladores de políticas monetária e fiscal têm sido regularmente as bases para o próximo acidente em vez de encorajar o crescimento sustentável. Por exemplo, na última década, o volume de empréstimos nos Estados Unidos cresceu cinco vezes mais do que a economia real.
O dinheiro barato foi o adubo para os excessos do sector financeiro dos EUA. As taxas de juros baixas seduziram os correctores de hipotecas a convencer mesmo os sem-abrigo a pedir créditos hipotecários. E as mesmas taxas tornaram mais fácil aos bancos de investimento e "hedge funds", usando estruturas de empréstimos cada vez mais arriscadas, transformar os outrora vagarosos sectores seguradores e obrigaccionistas em autênticos casinos.
Agora a bolha estourou. No entanto, isso não fez com que o governo dos EUA concluísse que as suas prescrições poderão ter sido erradas. Pelo contrário, agora querem aumentar a dose. Obama tem planos para continuar o muito mal sucedido programa de estímulo económico de 2008 através de um novo programa para este ano. Enquanto isso, o presidente da Reserva Federal Ben Bernanke diz que pretende inundar a economia com liquidez barata - durante anos, se necessário.
O verdadeiro problema, porém, é um diferente. Na economia Norte-Americana não falta dinheiro. Em vez disso, faltam produtos que possam competir no mercado global. O país tem um profundo défice comercial mas a administração Obama está a pedir dinheiro emprestado quase ao mesmo ritmo do que a falida Grécia.
Um fim rápido
Nem mesmo o sector financeiro, com a sua afeição por dinheiro barato, acredita que este é o caminho para os Estados Unidos saírem da crise. Quando a Fed anunciou recentemente a nova versão da sua política de taxas de juro baixas, que ficou conhecida como "Twist", os mercados accionistas resvalaram em vez do impulso esperado.
É ainda mais desconcertante que Obama esteja agora a recomendar aos Europeus que imitem a sua estratégia falhada. Para salvar o Euro, o presidente propôs que a Europa assuma mais dívida para aumentar os seus fundos de resgate e estimular as suas economias. Como um médico apanhado a prescrever esteróides, Obama não escolheu terminar as suas actividades. Pelo contrário, ele tenta garantir que o máximo número de pessoas possível tenham acesso às suas drogas.
O facto de que os Europeus não estão dispostos a cumprir com a estranha lógica de Obama dá motivo para esperança. Não faz sentido acumular mais e mais dívida em cima de pilhas de dívida já instáveis. O mundo não tem pouca dívida, tem muita.
Obama deve rever o seu conselho, ou ele poderá acabar como o juiz da pequena aldeia na comédia de Kleist. Quando sua fraude foi descoberta, ele foi forçado a fugir e os seus dias como juiz chegaram rapidamente ao fim."
Quem quiser ler o artigo na versão Inglesa pode fazê-lo aqui. Quem quiser a versão em Alemão, pode fazê-lo aqui (com assinatura).
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segunda-feira, 26 de setembro de 2011
Ainda sobre o último "plano" da FED
A FED, ao intervir no mercado e forçar as taxas de juro de curto e longo prazo a níveis absurdamente baixos, é responsável pela incerteza e desconfiança sobre o futuro que predomina nas mentes da maioria dos investidores. É principalmente por causa destes 2 factores que os investidores não querem investir! O que Ben Bernanke e a sua equipa incentivam é apenas a especulação.
Normalmente, quando se investe em projectos de longo prazo com maiores retornos e mais produtivos, o capital líquido transforma-se em capital ilíquido. A capacidade de previsão de fluxos de caixa após os impostos é a chave aqui mas num ambiente com taxas de juro em mínimos dos últimos 30 anos, torna-se complicado fazer previsões...
Os especuladores, no entanto, são indiferentes ao tipo de activos que possuem (lixo ou qualidade). O seu horizonte de tempo é muito mais curto do que o dos investidores e eles estão apenas à procura de mais um tolo a quem despachar os seus activos a preços mais elevados. O preço é, por isso, a única variável que importa para eles.
Parece que está aí mais um "short covering"...
Ver ainda:
Operação "torce e dispara"?
A teoria do mais tolo
Votos de uma excelente semana,
DS
Normalmente, quando se investe em projectos de longo prazo com maiores retornos e mais produtivos, o capital líquido transforma-se em capital ilíquido. A capacidade de previsão de fluxos de caixa após os impostos é a chave aqui mas num ambiente com taxas de juro em mínimos dos últimos 30 anos, torna-se complicado fazer previsões...
Os especuladores, no entanto, são indiferentes ao tipo de activos que possuem (lixo ou qualidade). O seu horizonte de tempo é muito mais curto do que o dos investidores e eles estão apenas à procura de mais um tolo a quem despachar os seus activos a preços mais elevados. O preço é, por isso, a única variável que importa para eles.
Parece que está aí mais um "short covering"...
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quinta-feira, 22 de setembro de 2011
Operação "torce e dispara"?
Nos últimos dias tem havido um enorme frenesim nos mercados sobre o que iria ser decidido nesta última FOMC (Federal Open Market Committee) que terminou ontem.
Ontem, às 19h15 horas Portuguesas, BB - de Ben Bernanke - divulgou a sua última criação monetária que consiste muito simplesmente em trocar dívida do tesouro de curto prazo pelo mesmo tipo de dívida, mas de longo prazo.O "plano" é, segundo BB, descer as taxas de juro de longo prazo. Conclusão, esta operação que ficou conhecida nos mercados como "Twist and Shout", parece antes mais um exercício do tipo "Close you eyes and Shout"...
Nota para BB: o problema da economia Americana e de todos os outros países desenvolvidos não são taxas de juro elevadas, que estão em mínimos dos últimos 30 anos, mas sim a desalavancagem do sector privado e agora até mesmo do sector público, esta última forçada pelos mercados de dívida pública pois dos políticos não se espera que sejam responsáveis...
V. Ex.as não querem impedir e até incentivaram no passado recente as diversas bolhas especulativas, vão ter de gramar com a factura e com juros bem mais altos do que aqueles que querem manipular para baixo... E já agora, leiam o último "Investment Outlook" de Bill Gross a ver se aprendem alguma coisa de útil...
Cumprimentos bearish,
DS
Ontem, às 19h15 horas Portuguesas, BB - de Ben Bernanke - divulgou a sua última criação monetária que consiste muito simplesmente em trocar dívida do tesouro de curto prazo pelo mesmo tipo de dívida, mas de longo prazo.O "plano" é, segundo BB, descer as taxas de juro de longo prazo. Conclusão, esta operação que ficou conhecida nos mercados como "Twist and Shout", parece antes mais um exercício do tipo "Close you eyes and Shout"...
Nota para BB: o problema da economia Americana e de todos os outros países desenvolvidos não são taxas de juro elevadas, que estão em mínimos dos últimos 30 anos, mas sim a desalavancagem do sector privado e agora até mesmo do sector público, esta última forçada pelos mercados de dívida pública pois dos políticos não se espera que sejam responsáveis...
V. Ex.as não querem impedir e até incentivaram no passado recente as diversas bolhas especulativas, vão ter de gramar com a factura e com juros bem mais altos do que aqueles que querem manipular para baixo... E já agora, leiam o último "Investment Outlook" de Bill Gross a ver se aprendem alguma coisa de útil...
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sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Mais um ressalto técnico
Nos últimos dias assistimos a mais um ressalto técnico que parece estar hoje a perder força (momentum). Vejam o gráfico horário do DAX em baixo, onde é possível identificar 2 factores bearish nos seguintes indicadores:
Assim sendo, penso que é muito provável um teste aos recentes mínimos. Depois disso, se esses mínimos serão quebrados ou não, não o sei...
PS: ultimamente não tenho tido muito tempo para escrever, o que deverá continuar até ao fim deste mês
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- Divergência bearish no indicador de momentum;
- Cruzamento em baixa a linha de sinal do MACD, a média exponencial de 9 horas, neste caso.
Assim sendo, penso que é muito provável um teste aos recentes mínimos. Depois disso, se esses mínimos serão quebrados ou não, não o sei...
PS: ultimamente não tenho tido muito tempo para escrever, o que deverá continuar até ao fim deste mês
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domingo, 11 de setembro de 2011
Conferência de imprensa de Jean-Claude Trichet
A última conferência de imprensa de Jean-Claude Trichet, na passada 5ª feira, foi no mínimo bastante acalorada. Trichet responde da seguinte forma a uma pergunta de uma jornalista sobre a vontade de alguns cidadãos Alemães quererem voltar ao Marco:
"Vivemos em um mundo que tem os preços, e os preços têm de ser guardados por homens com obrigações. Quem vai fazer isso? Você? Você, Sylvia Wadhwa? Eu tenho uma responsabilidade maior do que você poderia imaginar. Choram por Lehman Brothers e amaldiçoam Ben Bernanke. Você tem esse luxo. Você tem o luxo de não saber o que eu sei. Que o colapso do Lehman, embora trágico, provavelmente salvou os bancos. E minha existência, enquanto grotesca e incompreensível para você, salva bancos. Você não quer a verdade porque, no fundo, em lugares de que provavelmente não fala em festas, quer que eu esteja neste comité, precisa de mim neste comité. Usamos palavras como taxa, objectivo e expectativa. Nós usamos essas palavras como a espinha dorsal de uma vida passada defendendo algo. Você usa-as em proveito próprio, ganha a vida pronunciando-as. Eu não tenho tempo nem disposição para explicar a um homem que se levanta e dorme sob o manto da estabilidade de preços que eu forneço, e depois questiona a maneira como o faço. Eu preferiria que se limitasse a me dar os parabéns e que continuasse o seu caminho. Caso contrário, eu sugiro que você agarre umas obrigações Gregas e tente não sofrer uma imparidade. De qualquer maneira, eu não quero saber do que você acha que tem direito!"
Eis o link para o vídeo da Reuters:
Trichet defends legacy at ECB, hits back at German criticism, Thomson Reuters: Reuters Insider
"Vivemos em um mundo que tem os preços, e os preços têm de ser guardados por homens com obrigações. Quem vai fazer isso? Você? Você, Sylvia Wadhwa? Eu tenho uma responsabilidade maior do que você poderia imaginar. Choram por Lehman Brothers e amaldiçoam Ben Bernanke. Você tem esse luxo. Você tem o luxo de não saber o que eu sei. Que o colapso do Lehman, embora trágico, provavelmente salvou os bancos. E minha existência, enquanto grotesca e incompreensível para você, salva bancos. Você não quer a verdade porque, no fundo, em lugares de que provavelmente não fala em festas, quer que eu esteja neste comité, precisa de mim neste comité. Usamos palavras como taxa, objectivo e expectativa. Nós usamos essas palavras como a espinha dorsal de uma vida passada defendendo algo. Você usa-as em proveito próprio, ganha a vida pronunciando-as. Eu não tenho tempo nem disposição para explicar a um homem que se levanta e dorme sob o manto da estabilidade de preços que eu forneço, e depois questiona a maneira como o faço. Eu preferiria que se limitasse a me dar os parabéns e que continuasse o seu caminho. Caso contrário, eu sugiro que você agarre umas obrigações Gregas e tente não sofrer uma imparidade. De qualquer maneira, eu não quero saber do que você acha que tem direito!"
Eis o link para o vídeo da Reuters:
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sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Non Farm Payrolls = 0, seriamente?
Aparentemente, o joginho das revisões em baixa dos dados macro-económicos Americanos continua. Senão, vejam o que aconteceu aos Non Farm Payrolls (NFP) do mês passado: saíram a 117 mil mas depois, quando já "quase ninguém" liga (eu ligo), fizeram a revisão em baixa para 85 mil. Ora, isto representa um erro de 27%...!
Hoje os NFP saíram a 0, acreditam? É que 0 é sempre muito melhor do que menos qualquer coisa e daqui a dentro de umas semanas sempre podem fazer a respectiva revisão em baixa que poucos se irão aperceber...
É um pouco como o GDP que estará muito provavelmente a roçar o 0 mas ainda fingem que é 1%... Enfim, com isto o DAX já cai 3.5% e os 5121 estão aí ao virar das esquina...
Ver também:
Análise Técnica do DAX
O jogo das revisões em baixa
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Hoje os NFP saíram a 0, acreditam? É que 0 é sempre muito melhor do que menos qualquer coisa e daqui a dentro de umas semanas sempre podem fazer a respectiva revisão em baixa que poucos se irão aperceber...
É um pouco como o GDP que estará muito provavelmente a roçar o 0 mas ainda fingem que é 1%... Enfim, com isto o DAX já cai 3.5% e os 5121 estão aí ao virar das esquina...
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
Mercados aguentam
Os mercados parecem querer, para já, aguentarem-se nos suportes (5400 para o DAX) e iniciar um rally de consolidação.
No Eurostoxx 50 e no Dow Jones temos um triângulo simétrico que parece querer quebrar em alta. No entanto, este padrão tem a fama de fazer um 1º falso breakout pelo que todo o cuidado é pouco... Eis o gráfico do padrão no Eurostoxx 50:
Votos de uma excelente semana,
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No Eurostoxx 50 e no Dow Jones temos um triângulo simétrico que parece querer quebrar em alta. No entanto, este padrão tem a fama de fazer um 1º falso breakout pelo que todo o cuidado é pouco... Eis o gráfico do padrão no Eurostoxx 50:
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sexta-feira, 26 de agosto de 2011
Análise técnica do DAX
Esta semana não tive muito tempo para escrever pois as oportunidades de trading foram mais do que muitas e o dia só tem 24 horas...
Vamos agora à análise:
Tudo indica que os mercados estão a caminhar a passos largos para mais um perna para baixo, no que poderá ser a última correcção antes de termos um rally em condições. No caso do DAX, como é visível no gráfico abaixo, os próximos suportes dignos desse nome são os 5121€ (retracement de 61.8% de Fibonacci do todas as subidas desde Março 2009) e os 5077€, antiga resistência em fecho semanal:
Só ainda não percebi se esta é a última fase do Bear Market, com a sua terrível W5 e novos mínimos abaixo dos de 2009 ou se está é já a 1ª fase do Bull Market e apenas uma violenta w2 da W1 mas, sinceramente, não estou muito preocupado com isso...
Ver também:
Dax testa penúltimo suporte
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Vamos agora à análise:
Tudo indica que os mercados estão a caminhar a passos largos para mais um perna para baixo, no que poderá ser a última correcção antes de termos um rally em condições. No caso do DAX, como é visível no gráfico abaixo, os próximos suportes dignos desse nome são os 5121€ (retracement de 61.8% de Fibonacci do todas as subidas desde Março 2009) e os 5077€, antiga resistência em fecho semanal:
Só ainda não percebi se esta é a última fase do Bear Market, com a sua terrível W5 e novos mínimos abaixo dos de 2009 ou se está é já a 1ª fase do Bull Market e apenas uma violenta w2 da W1 mas, sinceramente, não estou muito preocupado com isso...
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quinta-feira, 18 de agosto de 2011
VIX activa Pennant
O VIX quebrou hoje em alta a LT descendente superior de um Pennant, activando-o. Este é um padrão de curto prazo, pelo que deve ser negociado apenas nesse horizonte de tempo. Eis o gráfico (cortesia da MarketWatch):
O objectivo mínimo é a zona dos 50 mas penso que, para já, não deverá ir muito mais longe pois esta zona dos 50 é de forte resistência pois foi nesta zona que o VIX fez um "lower high" em Março de 2009.
Para concluir, uma pequena reflexão. Como o mercado gosta de enganar o máximo número de participantes possível, os mínimos da passada 5ª feira (5488 no DAX e 1102 no S&P 500) serão provavelmente quebrados em breve mas algo me diz que essa quebra não será definitiva, pelo menos para já...
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O objectivo mínimo é a zona dos 50 mas penso que, para já, não deverá ir muito mais longe pois esta zona dos 50 é de forte resistência pois foi nesta zona que o VIX fez um "lower high" em Março de 2009.
Para concluir, uma pequena reflexão. Como o mercado gosta de enganar o máximo número de participantes possível, os mínimos da passada 5ª feira (5488 no DAX e 1102 no S&P 500) serão provavelmente quebrados em breve mas algo me diz que essa quebra não será definitiva, pelo menos para já...
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quinta-feira, 11 de agosto de 2011
Análise técnica ao CAC 40
O índice das 40 maiores empresas Francesas, o CAC 40 (*), está a testar um importantíssimo suporte que, se quebrado, o leverá automaticamente a tombos superiores a 15%.
Estou a falar do suporte nos 2958€ que é o último suporte digno desse nome antes do mínimo absoluto de Março de 2009, situado nos 2465€. Ligeiramente acima do actual e ainda suporte também se encontra o retracement de 61.8% de Fibonacci de todo o rally, nos 3116€. Eis o gráfico (cortesia do MarketWatch):
Finalemente, uma pequena reflexão: a violência com que as bolsas Europeias e Americanas têm corrigido nas últimas 3 semanas é tipicamente um sinal bullish para o longo prazo pois depois deste tipo de correcções costuma vir a bonança: foi assim em 1998, em 1987 e noutras ocasiões mas a ver vamos...
(*) - CAC vem do Françês "Cotation Assistée en Continu" que significa Cotação Assistida Contínua.
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Estou a falar do suporte nos 2958€ que é o último suporte digno desse nome antes do mínimo absoluto de Março de 2009, situado nos 2465€. Ligeiramente acima do actual e ainda suporte também se encontra o retracement de 61.8% de Fibonacci de todo o rally, nos 3116€. Eis o gráfico (cortesia do MarketWatch):
Finalemente, uma pequena reflexão: a violência com que as bolsas Europeias e Americanas têm corrigido nas últimas 3 semanas é tipicamente um sinal bullish para o longo prazo pois depois deste tipo de correcções costuma vir a bonança: foi assim em 1998, em 1987 e noutras ocasiões mas a ver vamos...
(*) - CAC vem do Françês "Cotation Assistée en Continu" que significa Cotação Assistida Contínua.
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sexta-feira, 5 de agosto de 2011
Bye bye 6715
Esta semana foi certamente a pior semana desde o "flash crash" de 06 de Maio 2010. Os mercados parecem estar cada vez mais controlados por programas de HFT (High Frequency Trading) que, de repente, parecem perceber que o cidadão comum ainda não viu qualquer tipo de recuperação económica, que todos os países (e não só a Europa) desenvolvidos estão numa crise de dívida soberana e que essa crise não se resolverá com mais dívida, nem da noite para o dia e entram em pânico, despachando tudo o que podem a qualquer preço.
Hoje tivemos finalmente algumas boas notícias: os NFP (Non Farm Payrolls, um dos dados económicos mais relevantes) de Julho saíram acima das expectativas: 117K contra 84K esperados e 46K no mês anterior.
Por isso, apesar dos 6715 e dos 6483 terem sido trespassados como se nada fosse, continuo a pensar que iremos ter uma reação técnica/short covering pois com uma queda semanal de 12% no caso do DAX, algum tipo de reacção técnica terá de aparecer. Caso contrário teremos é um crash...
Ver também:
DAX testa penúltimo suporte
Mercados sinalizam quedas
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Hoje tivemos finalmente algumas boas notícias: os NFP (Non Farm Payrolls, um dos dados económicos mais relevantes) de Julho saíram acima das expectativas: 117K contra 84K esperados e 46K no mês anterior.
Por isso, apesar dos 6715 e dos 6483 terem sido trespassados como se nada fosse, continuo a pensar que iremos ter uma reação técnica/short covering pois com uma queda semanal de 12% no caso do DAX, algum tipo de reacção técnica terá de aparecer. Caso contrário teremos é um crash...
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