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segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

CUNHA DESCENDENTE NA BRISA

A Brisa Auto Estradas de Portugal SA (Brisa), é uma holding baseada em Portugal que opera na construção, manutenção e operação de auto-estradas, bem como áreas de serviço. A Brisa é responsável pela gestão de uma rede de 11 auto-estradas em Portugal. Tem várias subsidiárias tais como a Via Verde e os consórcios Brisal e Controlauto. A Brisa opera também no Brasil, Estados Unidos, República Checa e Espanha, entre outros.

Em termos fundamentais, a Brisa é globalmente boa. Do lado positivo, o destaque vai para a excelente margem líquida dos últimos 5 anos que se situa nos 36.5%. Do lado negativo, a empresa tem uma dívida de longo prazo algo elevada mas ainda assim não tão exagerada como a da Portugal Telecom (ver "PORTUGAL TELECOM".

Tecnicamente, a Brisa não escapou ao bear market que dura desde o ano 1999/2000 (dependendo dos sectores) e que foi retomado em finais de 2007/inícios de 2008. No gráfico semanal podemos observar um canal descendente que tem limitado desde essa altura a evolução da sua cotação:




No entanto, no gráfico diário temos finalmente algumas boas notícias a dar pois estamos na presença de uma cunha descendente que poderá trazer algumas alegrias a quem está investido neste título. Assim, se a Brisa quebrar em alta a linha de tendência superior - actualmente ligeiramente acima dos 5.5€ - o objectivo seguinte será a zona dos 7.25€:




A quebra em baixa, nos últimos dias, da linha de tendência inferior é normal e até esperado neste padrão e deve ser aproveitada pelos mais agressivos para entrar em antecipação no título. A título pessoal, o único senão que vejo nesta cunha descendente é a sua fraca inclinação.

Finalmente, irei ainda esta semana procurar fazer uma análise técnica e fundamental à Sonae SGPS e/ou uma análise técnica ao PSI-20.

Uma boa semana,

Dax Speculator

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Monopólio de consumidores

Hoje irei procurar explicar mais detalhadamente o que é um monopólio de consumidores ou de clientes referido em "A BUFFETTOLOGIA (PARTE II)".

Um monopólio de consumidores/clientes é uma empresa que controla um determinado mercado, é líder desse mercado. É o tipo de empresa que, ou não tem concorrentes à altura, ou não tem concorrentes algum porque está protegida destes pelo estado e/ou as suas leis.

E que empresas são bons exemplos de monopólios de consumidores? A Coca-Cola é um dos maiores monopólios de consumidores do mundo. Quantos pontos de venda terá a Coca-Cola em todo o mundo? Desconfio que nem a própria Coca-Cola sabe. Pensem em todas as mercearias, os supermercados, as estações de serviço, os cinemas, os restaurantes, bares e hotéis, fábricas e escritórios que lá têm a máquina automática... De todos estes negócios, quem não a tiver à venda irá de certeza perder vendas.

A Google é outro exemplo de um monopólio de consumidores. A Google detém cerca de 80% de quota de mercado nos motores de pesquisa em todo o mundo, o que lhe proporciona uma quota semelhante na publicidade online.

A Microsoft é outro monopólio de consumidores. Quem não tem um pc em casa com o Vista ou o XP (os mais antigos). E destes, quantos não têm o Office? Milhões...

Também existem monopólios de consumidores em Portugal: os bancos também são monopólios porque, apesar de terem concorrência, toda a gente tem de lá colocar o seu dinheiro. Raras são as pessoas que ainda optam pelo antigo colchão. Por isso, esta crise financeira deve ser vista como uma oportunidade de investimento neste monopólio específico que é a banca de retalho ou tradicional (não a banca de investimento que não é um monopólio de consumidores)

E as seguradoras também são monopólios de consumidores: toda a gente que compra um carro tem de fazer o seguro obrigatório. E as empresas de segurança também serão monopólios de consumidores enquanto houver ladrões...

Existem mais 2 empresas em Portugal que seriam excelentes exemplos de monopólios de consumidores SE não estivessem sujeitas à regulamentação: a Brisa e a EDP. Na prática não o são porque o estado fixa-lhes os aumentos anuais, entre outras coisas. Se não fosse a regulamentação, quem quisesse viajar de carro e pela auto-estrada entre o Porto e Lisboa teria de pagar à Brisa o que esta entendesse justo. A EDP também poderia cobrar aos seus mais de 700 mil clientes os preços que bem entendesse se não existisse a ERSE (Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos) em Portugal e outras noutros países.

Uma boa semana,

Dax Speculator