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quinta-feira, 9 de outubro de 2014

"O pouco basta...

...e o muito se gasta", já dizia o ditado mas, previsivelmente, os Portugueses pouco ou nada aprenderam com a crise e continuam a tentar gastar mais do que ganham, provavelmente em carros novos e outros artigos que conferem "estatuto social".

No Boletim Económico de Outubro publicado na passada 4ª feira, o Banco de Portugal prevê uma subida anual de 3,7% nas exportações e de 6,4% nas importações. Caso estas previsões estejam correctas, resultará num contributo negativo da procura externa líquida (exportações menos importações) de um ponto percentual negativo.

Digo que os Portugueses tentam gastar mais do que ganham porque não podem pois isso implica o recurso á dívida o que, como ficou provado em 2011, não é sustentável a longo prazo.

Ver também:

quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Falta fazer cumprir

Não basta publicar leis, é preciso fazer cumprir. Mas em Portugal isso não acontece: existe uma parafernália de leis, decretos-leis e despachos e mais não sei o quê mas não se faz cumprir quase nada.

O exemplo dos carros poluentes que andam para aí a deitar fumo azul vem-me agora à cabeça. Das duas uma: ou estes não foram à inspecção ou "compraram-na"... De qualquer maneira, não adianta haver inspecções obrigatórias se não se faz cumprir quem não cumpre a não ser que o objectivo nunca fosse a segurança, a prevenção ou o ambiente mas sim as negociatas dos 30 e tal euros anuais que quem cumpre tem de pagar aos centros de Inspecção Periódica Obrigatória.

Na regulação Portuguesa passa-se o mesmo. O Banco de Portugal (BdP) já tinha proibido o Banco Espírito Santo, S.A. (BES) de aumentar a sua exposição a outras entidades do Grupo Espírito Santo mas, a julgar pelo comunicado do BdP sobre a aplicação de medida de resolução ao BES, isso caiu em "ouvidos de mercador" e lá se foram mais 1.5 mil milhões de euros pela janela fora e que os contribuintes terão de pagar:

"...
No dia 30 de julho, o Banco Espírito Santo, S.A. anunciou prejuízos que ultrapassaram largamente os valores previsíveis à luz da informação até então disponibilizada pelo Banco Espírito Santo, S.A. e pelo seu auditor externo.

Os resultados divulgados em 30 de julho refletem a prática de atos de gestão gravemente prejudiciais aos interesses do Banco Espírito Santo, S.A. e a violação de determinações do Banco de Portugal que proibiam o aumento da exposição a outras entidades do Grupo Espírito Santo. Estes factos tiveram lugar durante o mandato da anterior administração do Banco Espírito Santo, S.A.. Atos praticados num momento em que a substituição da anterior administração estava já anunciada traduziram-se num prejuízo adicional na ordem de 1,5 mil milhões de euros face ao expectável na sequência da comunicação do Banco Espírito Santo, S.A. ao mercado datada de 10 de julho.
...
"

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

Evolução da dívida pública

Tenho lido por aí que a dívida pública Portuguesa tem vindo ultimamente a descer.

Fiquei curioso e fui consultar os dados publicados pelo Banco de Portugal, a instituição mais credível nesta matéria em Portugal. Eis os últimos dados relativamente à dívida pública total, ou seja, incluindo administração local e empresas públicas:

Novembro de 2013: 278 mil milhões;
Dezembro de 2012: 262 mil milhões;
Dezembro de 2011: 240 mil milhões;
Dezembro de 2010: 210 mil milhões;
Dezembro de 2009: 182 mil milhões.

Apesar de ainda não termos dados do passado mês de Dezembro, a única diminuição que consigo vislumbrar é do ritmo de aumento desse fardo...

No fundo, no fim do programa de "ajustamento", teremos a tal dívida de 288 mil milhões que eu tinha calculado em Março de 2012 (ver Mais 12 mil milhões). 

Fonte: Boletim Estatistico do Banco de Portugal


Atentamente,

DS