"Em casa sem pão toda a gente ralha e ninguém tem razão".
O monstro - o estado - caiu e não se consegue levantar! E a queda foi brutal pois estavam habituados a grandes mordomias. Senão vejamos:
1. Regimes especiais de segurança social (CGA,...) com reformas principescas e, na sua maioria, antecipadas em muitos anos por "doença", "incapacidade" ou qualquer outra desculpa que servisse na altura, com brutais défices anuais pagos pelos contribuintes: segundo a própria CGA, o défice no final de 2012 era de 4300 milhões de euros;
2. Regimes especiais de saúde (ADSE,...), também estes com défices anuais pagos pelos contribuintes: segundo o Diário Económico, em 2011 a ADSE teve um défice de 839 milhões de euros (ainda não consegui obter dados relativamente a 2012);
3. 35 horas de trabalho semanais e tolerâncias de ponto que resultavam na maioria dos casos em 30 dias de férias por ano;
4. Segundo um estudo do Banco de Portugal de 2011, salários, em média, 36% acima do sector privado;
5. Ausência de qualquer tipo de avaliação do seu trabalho, o que contribuia para uma reduzida produtividade e até motivação.
Podia continuar mas penso que é o suficiente para se perceber o que irei dizer a seguir: agora chegou a conta - astronómica - e é preciso pagá-la pois, caso contrário, não haverá dinheiro para pagar salários no estado. Esta é a fria realidade em que o país se encontra. Alguns poderão argumentar que podemos sempre repudiar a dívida mas para isso teria de haver capacidade financeira para aguentar o país sem recorrer aos mercados durante largos anos...
Este ajustamento foi o caminho que previ em 2011 depois do governo socialista pedir um resgate à união Europeia. Na vida temos de tomar opções e não há almoços grátis pelo que a opulência do passado será paga pela miséria do futuro...
Ver também:
Caixa Geral de Aposentações com buraco de 4,3 mil milhões
A ADSE, os números e a realidade
Atentamente,
DS
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quinta-feira, 3 de outubro de 2013
Não adianta ralhar
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Eric Antunes
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17:59
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segunda-feira, 8 de abril de 2013
A nova constutuição
Aparentemente a constituição Portuguesa mudou e ninguém se apercebeu! Passo a explicar: o artigo 13º que invoca o princípio da igualdade redigia-se na seguinte forma:
"Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou
isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem,
religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou
orientação sexual."
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou
isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem,
religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou
orientação sexual."
Mas, aparentemente, agora mudou para:
"Artigo 13.º
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
(Princípio da igualdade)
1. Todos os cidadãos têm a mesma dignidade social e são iguais perante a lei.
2. Ninguém pode ser privilegiado, beneficiado, prejudicado, privado de qualquer direito ou
isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem,
religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou
orientação sexual.
isento de qualquer dever em razão de ascendência, sexo, raça, língua, território de origem,
religião, convicções políticas ou ideológicas, instrução, situação económica, condição social ou
orientação sexual.
3. A única excepção aos 2 artigos anteriores serão os funcionários públicos. Estes terão direito a regimes exclusivos de saúde e segurança social, respectivamente, a ADSE e CGA e não poderão vir a ser chamados para sacrifícios a fim de corrigir problemas que colegas seus criaram."
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Eric Antunes
às
13:03
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quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Carta ao ministro das finanças
Caro Vítor Gaspar,
Ontem ao ver o telejornal fiquei atónito ao ouvi-lo dizer que não sabia onde mais cortar gordura despesa.
Visto que o tribunal constitucional considera que os sacrifícios têm de ser repartidos por igual entre sector público e privado, certamente que este não se importará se o sr. ministro das finanças acabar imediatamente com as diversas beneces regalias que o sector público goza em regime de exclusividade. É que se os sacrifícios têm de ser repartidos, também a exclusividade nas regalias terá de acabar ou então repartidas. Como não estamos propriamente em tempos de vacas gordas penso que o mais sensato será acabar com estas.
Eis então, muito rapidamente, algumas ideias:
- Liquidar imediatamente a ADSE;
- Fundir imediatamente a Caixa Geral de Aposentações com a Segurança Social e decretar uma lei geral de pensões comum aos sectores público e privado;
- Proibir imediatamente todos os contratos por ajuste directo em todas as administrações (geral e local);
- Decretar imediatamente um tecto de 3000€/mensais nas pensões, públicas e privadas;
- Decretar imediatamente um tecto de 5000€/mensais nas remunerações de dirigentes de quaisquer empresas ou entidades públicas.
Se quiser mais ideias, basta pedir pois certamente que não será difícil arranjar mais gordura onde cortar. Como vê, é fácil cortar: é preciso é ter tomates para isso...
DS
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Eric Antunes
às
17:19
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