domingo, 2 de outubro de 2011

Nein, Nein, nein, e a morte da UE União Fiscal

O último artigo de Ambrose Evans-Pritchard, editor de negócios internacionais do "The Telegraph", é algo pessimista mas ilustra bem o que os mercados temem. Eis alguns excertos, em Português:

"A julgar pelo comentário, tem havido um mal-entendido colossal no mundo em torno do que acabou de acontecer na Alemanha. O significado da votação de ontem (Ambrose refere-se à votação da passada 5ª feira) pelo Bundestag para tornar o EFSF (de 440 M€) mais flexível, não quer dizer que o resultado tenha sido um "Sim".

Este consentimento foi uma conclusão precipitada, dado o apoio da oposição democrata Social e Verdes. Em qualquer caso, o voto apenas ratifica o acordo alcançado pela UE há mais de 2 meses - o que é muito pouco, vem tarde demais e tornou-se em grande parte inútil pela volatilidade e velocidade dos recentes eventos.

O significado é totalmente o oposto. O debate furioso sobre a erosão da soberania fiscal e democracia Alemá - bem como os custos crescentes da máquina de resgate da UE - tornou absolutamente claro que o Bundestag não vai sustentar as ruínas de uma união monetária por muito mais tempo.

Horst Seehofer, líder dos cristãos Sociais da Baviera, disse que o seu partido iria "até aqui, e não mais longe".

A questão de se aumentar o capital do EFSF para € 2,000 mil milhões de Euros ou qualquer outra quantia, seja por alavancagem ou por outras formas menos convencionais nem sequer se põe! "Os mercados financeiros estão a começar a perguntar se os Alemães podem pagar toda essa ajuda. Não devemos por em risco a solvabilidade do estado Alemão", disse ele.
"

Pessoalmente, sou da opinião de que a Europa conseguirá sair desta crise fortalecida mas sem antes apertar bem os calos aos prevaricadores: sobretudo a Grécia, Portugal e a Irlanda.

Leia o resto do artigo (em Inglês) aqui.

Cumprimentos bearish,

DS