terça-feira, 5 de abril de 2011

Guia de sobrevivência ao FMI

Na minha mensagem anterior deixei bem claro que apesar de toda a prosa e argumentação do primeiro ministro demissionário, a vinda do FMI para Portugal é, na minha modesta opinião, uma certeza absoluta.

Resta apenas saber quando. Tenho lido e ouvido diversos prognósticos, a maioria a apontar para Junho. No entanto, prefiro não fazer esse exercício pois o quando dependerá da evolução da tesouraria do estado e das instituições que dele dependem, da eficácia das pressões de Bruxelas e da política deste ou do próximo governo. Ou seja, depende de demasiadas variáveis para poder ser previsto.

Assim, prefiro divulgar um pequeno guia de sobrevivência ao FMI:

  1. Quem estiver em condições disso, peça já a reforma pois as condições de acesso à reforma serão certamente agravadas;
  2. Para quem está empregado, caso ainda não tenha feito, faça uma poupança pois vem aí uma flexibilização da legislação de protecção do emprego e dos despedimentos colectivos;
  3. Para quem trabalhe na administração local, prepare um plano B pois deverão extinguir-se diversas administrações e entidades locais (juntas de freguesias, etc...);
  4. Para quem anda nos transportes públicos e use títulos pré-comprados,
    compre antecipadamente títulos de transportes públicos;
  5. Para as famílias, comprem diversas mercearias com muita validade (2 anos, no mínimo) e outros bens de 1ª necessidade pois o IVA deverá aumentar ainda mais;
  6. Para quem fuma, deixe de fumar ou, se insistir em dar cabo da saúde, compre o tabaco que puder pois os impostos sobre o tabaco deverão aumentar substancialmente.

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