segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Critérios de "selecção"

Não tenho por hábito abordar assuntos que não estejam de algum modo relacionados com os mercados financeiros e/ou a economia mas hoje irei abrir uma excepção à regra porque esta crise não é apenas económica e financeira mas sim uma crise de valores.

Exemplo disso é a educação que tem perdido qualidade em detrimento da quantidade com o processo de Bolonha, as Novas Oportunidades, o Magalhães, etc... Senão vejamos: o que é o Processo de Bolonha senão um downgrade nas licenciaturas de 5 para 3 anos? Muito simplesmente, assumem os autores desta borrada que estudar 5 ou 3 anos é a mesma coisa pelo que mais vale ficar pelos 3. Também assumem, por exemplo, de uma forma estupidamente ingénua (ou talvez não, servindo outros interesses) que, apesar de não perceber patavina de Húngaro (que deve ser uma das mais complexas línguas do mundo) um Português será capaz de acabar o seu curso superior na Hungria...

Mas o que me traz aqui hoje é um caso concreto de "critério" de selecção que visa tudo menos a igualdade de direitos e oportunidades pois favorecem de uma forma escandalosa quem lá esteve no(s) último(s) ano(s), um pouco ao jeito do que acontecia nos tempos feudais, pois apenas poderá responder positivamente à 1ª pergunta quem já esteve a leccionar no agrupamento de escolas de São Pedro da Cova:

Claro que a IGE (Inspecção Geral da Educação) achou que só no meu entendimento é que o "critério" de selecção era desigual porque tudo era gerido por um regulamento e blá blá blá...

Votos de uma boa semana,

Dax Speculator