quarta-feira, 18 de junho de 2008

ACTUALIZAÇÃO ELLIOT - DAX

Hoje vou fazer uma actualização à contagem de Elliot que sempre considerei como mais provável e mais correcta: um gigantesco A-B-C correctivo do tipo plano - flat em Inglês - (ver contagem para o SPX em "ELLIOT COUNTING UPDATE" ou o mais antigo "ELLIOT: PERSPECTIVA MAIS ALARGADA").

Em Março passado considerei como ainda sendo possível um A-B-C do tipo irregular (ver "38.2%") mas menos provável, tendo-lhe atribuido uma probabilidade de 15 a 25% (ver comentários). Esta possibilidade desaparecerá se o DAX quebrar em fecho os mínimos de Março - na zona dos 6200 - e o SPX quebrar a zona dos 1250 visto que teremos com esse breakout um lower high confirmado.

E porquê que tenho tudo algumas dúvidas entre estas 2 possibilidades? Porque os retracements de Fibonacci da wb (correcção dos 4200 aos 3600 no gráfico) no Dax e no Eurostoxx50 são apenas de 38.2% e de 23.6% no S&P 500, o que não é muito usual neste tipo de onda que costuma ter retracements na ordem dos 50% a 61.8%. Estando a dúvida justificada, vejamos a contagem de Elliot
actualizada para o DAX:



A reforçar esta contagem, vou acrescentar à lista elaborada inicialmente em "E AGORA?" mais 3 factores bearish (ver no final da lista que se segue, a negrito). Vamos então rever estes factores...


Os factores bullish são
:

  • Eleições Americanas em Novembro (É sabido que existe o chamado ciclo presidencial nos mercados de capitiais e está mais que provado que este é um dos mais importantes ciclos, com uma duração de 4 anos);
  • Forte estímulo por parte da FED ao baixar as taxas de juro 7 vezes consecutivas para os 2%;
  • Estímulo fiscal por parte da administração Americana ("Rebate check");
  • Jogos Olímpicos em Agosto na China e Europeu de Futebol em Junho na Austria e Suiça;
  • Forte referência e suporte nos 38.2% de Fibonacci ("38.2%!");
  • Possível descida da inflação causada pela descida das componentes relativas à energia e matérias primas.


E os factores bearish são:

  • Economia Americana continua muito débil com os sectores da construção, financeiro e serviços relacionados já em recessão e a ameaçarem, por contágio, outras áreas da economia;
  • Espectro de mais falências e continuadas perdas no sector financeiro que, pelas mais recentes estimativas, deverão aumentar em 170 mil milhões de dólares as já reconhecidas perdas de 380 mil milhões de dólares, podendo assim alcançar valores na ordem dos 550 mil milhões de dólares;
  • Forte e continuada pressão no consumidor Americano - causada pelo rebentamento da bolha imobiliária e do crédito, subida do desemprego e, até agora, da inflação - deverá limitar o crescimento do consumo;
  • Economia Europeia a dar já sinais de debilidade (desafiando os defensores do decoupling) com a Alemanha a crescer apenas 0.5% no 1º trimestre de 2008 relativamente ao mesmo trimestre de 2007 (no qual tinha crescido 1%);
  • Resultados das corporações Americanas, influenciados negativamente pela recente queda do crescimento Europeu, poderão continuar a decepcionar Wall Street;
  • Possível - embora menos provável - subida da inflação causada pela continuada subida das componentes relativas à energia e matérias primas.
  • Mercados continuam abaixo das importantes referências quebradas em Janeiro nos principais índices que, no S&P 500, se situam nos [1430;1470];
  • Aumento brusco do índice ARMS referido em "ARMS INDEX";
  • Os sucessivos aumentos de capital no sector financeiro que, históricamente, estão correlacionados com maus ou pelo menos medíocres desempenhos nos mercados;
  • A 2ª maior economia do mundo - a economia Japonesa dá já sinais de arrefecimento (pelo menos é isso que dão a entender as actas do BoJ divulgadas esta semana).

O actual estado de negação em que Wall Street se encontra é grotesco: aparecem quase todas as semanas diversos "analistas" a declararem que o sector imobilário dos EUA já terá batido no fundo de cada vez que sai um dado mais positivo relativo a esse sector. Outros "entendidos" acreditam que a recessão não será para já e que o pior terá já passado ou que as economias emergentes serão capazes de suportar o crescimento golobal.

Felizmente existe um lado positivo se esta minha análise se concretizar: teremos possibilidade de constituir uma carteira de excelentes empresas - que Dax Speculator divulgará oportunamente e à medida que as analisar - capazes de oferecerem aos seus accionistas retornos superiores a 15% anuais no longo prazo, à lá Warren Buffett :-)

Boa sorte para Portugal logo em Basel,

Dax Speculator